Amon pede a retirada das ecobarreiras que estão evitando passagem do lixo jogado em igarapés para os rios

O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) enviou ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima) pedindo a retirada das ecobarreiras que estão sendo instaladas nos igarapés para evitar a passagem do lixo depositado nos cursos d´água pela população para os rios que banham Manaus. Segundo ele, as estruturas estão “impactando negativamente todo o ecossistema local.” Ocorre que a iniciativa tem o apoio dos ambientalistas justamente por preservar o meio-ambiente.

O desequilíbrio, segundo ele, se daria pela utilização de barro e pedras no processo de instalação das ecobarreiras, mas técnicos da Semmasclimma explicam que as alegações não procedem e que todo o processo de implantação não afeta o cursos de água. A ecobarreira instalada no Igarapé dos Franceses, por exemplo, no trecho que margeia a Avenida do Samba, ao lado do Sambódromo, é flutuante.

Segundo os especialistas, a fauna aquática passa livremente por baixo das estruturas que retêm o lixo despejado irregularmente pela população ao longo do manancial. Essa é aliás a grande vantagem das ecobarreiras: evitar que o lixo siga o curso dos igarapés até as bacias hidrográficas e, consequentemente, chegando ao Rio Negro, que banha Manaus.

Uma vez retido nas barreiras ecológicas, a Prefeitura recolhe o lixo acumulado, principalmente após as chuvas mais intensas, dando ao mesmo a destinação correta: o aterro sanitário municipal, com separação do material, como as garrafas pet, para reciclagem pelas associações de catadores.

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