A pouco mais de um mês do prazo de desincompatibilização para quem vai disputar as eleições deste ano, quando o vice-governador Bosco Saraiva (SD) deve deixar o cargo de secretário de Segurança para se habilitar na disputa, o governador Amazonino Mendes (PDT) fez um gesto de afago a policiais civis que o esperavam em frente à sede do Governo, hoje pela manhã, e saiu do carro para conversar com eles. Pouco antes, em formatura geral da Polícia Militar, o comando havia proibido que dirigentes das entidades que representam os praças tivessem acesso ao pátio onde ocorreu a solenidade.
Se o clima entre os policiais já estava tenso, piorou no domingo, quando Saraiva deu uma declaração infeliz, usando um ditado popular para referir-se às reivindicações dos praças. “Não é o rabo que abana o cachorro”, disse ele, dando a entender que os oficiais é que deveriam comandar a tropa, e não o contrário.
Hoje, Amazonino viu os policiais na frente da sede, mandou parar o carro, desceu e conversou com eles. Ouviu as reivindicações, disse que não poderia tratar de equiparação, como o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Moacir Maia, sugeriu. Mas afirmou que quer fazer uma parceria com os policiais. “Eu amo minha Polícia”, chegou a dizer. E se comprometeu a estudar uma melhoria salarial, acrescentando que estuda a concessão de seguro de vida e a criação de um hospital para atender a policiais civis e militares.
Veja abaixo os vídeos da conversa de Amazonino com policiais e dos dirigentes das associações denunciando a barração em solenidade:
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