Por Edilson Martins*
A mata Atlântica, uma das mais ricas do planeta, foi devastada em menos de 50 anos.
Um nada, em termos de vida.
O processo tem início com a instalação da indústria do aço em Volta Redonda, Rio, anos 50, e antes do atual milênio a fatura da destruição estava concluída.
Restam pouco mais de 8% de suas matas primárias.
A Amazônia já perdeu 20% de suas matas, a nossa, e chegando aos 25%, começa a virar um grande cerrado.
Há mais; tende a se agravar a pressão da indústria do Sul, principalmente a paulista, contra a Zona Franca de Manaus.
Há mais ainda; temos um novo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que não conhece a Amazônia, posa como pateta, entre os índios, demonstrando seus conhecimentos profundos sobre a região, e não sabe por quê ainda nos lembramos do nome de Chico Mendes.
Na outra imagem as ações do prefeito numa cidade ingovernável.
Portanto, a maior reserva de mata tropical que sobrou no planeta, está, como nunca antes, ameaçada.
Não à toa, o atual prefeito de Manaus, Artur Virgílio, vive repetindo; – Temos a necessidade de preservar a ZFM, seja pelos benefícios sociais e econômicos nos estados da Amazônia Ocidental, seja pelo seu peso internacional.
A Amazônia, envolvendo 9 países, onde o Brasil ocupa quase a metade, é o mais robusto instrumento de atenuação dos efeitos do aquecimento global, lembra o prefeito da capital da Amazônia.
Sim, capital da Amazônia. Não venham corrigir.
*O autor é jornalista
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