Amazonas Energia se nega a fazer ligações em invasões de Manaus, mas faz em Parintins

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Dois pesos, duas medidas. A Amazonas Energia divulgou nota hoje informando que não pretende atuar nas comunidades que realizaram manifestação na noite de ontem, no Tarumã, zona Oeste de Manaus, porque ali existem 80% de ligações clandestinas e não há lei que proteja esse tipo de fornecimento irregular, mas o gerente local da concessionária em Parintins autorizou a instalação de medidores em um conjunto abandonado do programa Minha Casa, Minha Vida, que foi ocupado por invasores.

Em Manaus, a empresa diz que toda a rede construída no Tarumá é clandestina e gera risco de morte aos moradores. “Temos parte de rede de energia regular apenas na comunidade Cristo Rei, as outras são clandestina”, diz a nota, que acrescenta: “as residências permanecem com as lâmpadas e aparelhos domésticos ligados 24 horas por dia, sem qualquer tipo de consumo consciente”.

A concessionária garante, por outro lado, que é a primeira interessada em regularizar a situação da rede elétrica em áreas de invasões, “assim que a Prefeitura realizasse todas as ações necessárias para ordenação da ocupação, visando a segurança de todos os moradores e clientes ao redor”.

Para a empresa, as invasões em Manaus representam um grande desafio. “Chegam a 60 comunidades, e a maior parte delas estão localizadas principalmente na Zonas Norte da Capital”, diz a nota.

“Estamos analisando juridicamente uma forma de resolver essa situação, que só será possível com o trabalho em conjunto com os órgãos públicos. A Distribuidora não pode regularizar o fornecimento de energia em áreas de litígio, onde o morador da invasão não apresenta documento de posse, ou condições seguras de pavimentação para instalação de postes e de toda rede elétrica”, conclui.

Outra medida

O deputado Serafim Corrêa (PSB) denunciou, hoje, ligações realizadas pela Amazonas Energia em um conjunto habitacional invadido em Parintins, a 369 quilômetros em linha reta da capital.

“A Amazonas Energia presta um serviço que não é bom. Está agredindo os consumidores. Está desrespeitando os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Não é possível que ela continue impune com essa sua postura”, disse.

Segundo o deputado, a Caixa Econômica Federal (CEF) financiou uma obra habitacional pelo programa Minha Casa, Minha Vida, e por desentendimento entre o banco e a construtora responsável, a obra foi paralisada.

“Trago uma denúncia que está acontecendo em Parintins. A Caixa financiou um conjunto. No meio da obra, houve problemas contratuais entre a Caixa e a construtora, que eu não sei precisar com detalhes. O fato é que a obra foi abandonada. Pessoas inescrupulosas estimularam a invasão, embora tivessem compradores cadastrados na Caixa Econômica”, explicou.

 O resultado é que esse conjunto, segundo a denúncia, está sendo ocupado irregularmente há algum tempo. “E o pior, a Amazonas Energia, em Parintins, está fazendo ligações em um conjunto que pertence à Caixa Econômica sem que o banco permita. Isso é um absurdo”, denunciou.

Para Serafim, a concessionária precisa ser penalizada pela maneira como vem conduzindo esse tipo de situação.

“O administrador da Amazonas Energia, em Parintins, disse que vai ligar e quer saber se tem um juiz macho que vai mandar ele fazer o contrário. Uma afronta da Amazonas Energia ao poder Judiciário, Legislativo e Executivo. E a certeza que ela não vai ficar impune por todas essas agressões que vem cometendo em todo o Estado. Fico na expectativa de que a mão pesada do Estado caia sobre a Amazonas Energia”, concluiu.

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