Por meio de seu advogado de defesa, Alberto Zacharias Toron, o ex-secretário de Estado da Fazenda do Amazonas, Afonso Lobo Moraes, negou veementemente a acusação formulada pelo Ministério Público Federal (MPF) ontem, acusando-o de haver recebido R$ 1 milhão em propina da organização comandada pelos empresários Mouhamed Moustafa e Priscila Marcolino, denunciados junto com ele.
“É necessário, desde logo, manifestar a indignação de meu cliente em relação à forma como o Ministério Público Federal divulgou a denúncia no próprio site da instituição, contendo transcrições de interceptações telefônicas sigilosas por força de lei (Lei nº 9.296/96, art. 8º, caput). A divulgação não só afronta a lei, mas afronta também a presunção da inocência garantida pela Constituição Federal”, diz Toron.
Segundo ele, Afonso Lobo confia na Justiça para a apuração independente tanto dos fatos que lhe são imputados, como da conduta do Ministério Público Federal.
O ex-secretário chegou a ser preso durante a operação “Custo Político”, junto com o ex-governador José Melo (PROS), a ex-primeira dama Edilene Gomes de Oliveira e os ex-secretários de Administração, Evandro Melo, e de Saúde, Wiulson Alecrim. Todos já estão em liberdade, beneficiados por habbeas corpus.
A operação “Custo Político” foi um desdobramento da “Maus Caminhos”, que prendeu, em agosto de 2016, integrantes de uma organização que, segundo o MPF e a Polícia Federal, desviou mais de R$ 110 milhões de verbas federais destinadas à Saúde do Estado.
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