A influência dos meios de comunicação na formação do caráter

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Por Dauro Braga*

O tempo mudou mais rápido do que o esperado e com isso modificações comportamentais profundas também se processaram. Perdemos os valores básicos e indispensáveis a regulação de uma sociedade cristã equilibrada. Nos distanciamos de Deus e com isso propiciamos que Satanás tomasse de assalto os lares e a estrutura familiar cristã que herdamos de nossos antepassados. Esse processo degenerativo transformista fez a inversão dos valores que manteve durante várias gerações, o equilíbrio, o respeito, a obediência, a disciplina e o sentimento cristão, pois eram considerados valores preponderantes que norteavam suas vidas. Para que houvesse essa transformação criminosa tão profunda, alguns meios de comunicação capitaneados pela Rede Globo tiveram um papel relevante ao incluir na sua grade de programação, novelas que incentivavam a prática do sexo em tenra idade, a traição, o roubo, o homossexualismo e outras tantas mazelas que em muito contribuíram para deformar o caráter humano.

Processada e consolidada essa transformação criminosa, tudo passou a ser permitido pelas novas gerações que acreditavam ser isso a liberdade tão sonhada. Entendiam elas que, disciplina, respeito, amor ao próximo, a vida, e a Deus eram grilhões que cerceavam essa falsa liberdade tão sonhada. O resultado de tudo isso é o aumento da violência e o consumo de drogas. Com a queda do edifício dos valores que marcaram o início de uma nova época, passou a reinar absoluto o “errado é que está certo”. A consolidação desse caos que muito lembra Sodoma e Gomorra, mas que eles chamam de liberdade, permite a prática de tudo, nada é censurado, pois não existe mais qualquer norma reguladora que freie o lado animal que todos nós temos.

INCONGRUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS QUE MERECEM UMA REFLEXÃO:

Hoje quando um policial entra em combate em defesa da sociedade arriscando a própria vida, vemos quase sempre a população apoiando o bandido que além de já contar com uma série de direitos assegurados por organizações de Direitos Humanos, ainda pode contar com o apoio da comunidade. Se o bandido tombar durante essa ação, a imprensa, o MP, a corregedoria, a comunidade e outras organizações irão exigir punibilidade para o infeliz soldado. Quando o processo é inverso, o policial recebe como única homenagem uma salva de tiros de festim e um toque de clarim dado por sua tropa. O único direito que resta à viúva do infelicitado militar é levar para casa um pequeno pacote contendo a sua farda, doces lembranças dos temposvividos, sonhos de uma vida feliz e a certeza de que nada mais resta a fazer senão prantear o infelicitado e acabar de criar seus filhos com uma minguada pensão. Quanto a viúva do meliante, essa sim, rebe o apoio da imprensa através de manchetes de primeira página onde é exigido do MP a abertura de extenso processo para atingir o seu principal objetivo que é uma polpuda indenização e concessão de pensão vitalícia paga pelo Estado opressor ao meliante agora considerado vítima do sistema e transformado em herói da resistência democrática, vítima do capitalismo selvagem. Será que a isso não podemos chamar de inversão de valores? Que outro e nome tem?

Quando podíamos caminhar pelas ruas sem receio de assaltos, conheci um chefe de polícia, (assim era chamado a autoridade máxima policial) que quando um bandido perigoso era preso, ele chamava o meliante e aconselhava-o a não cometer mais delitos. Na segunda vez que o bandido era preso ele dizia ao mesmo, sua última chance você queimou, se voltar aqui será para nunca mais. Tempos em que o homem de bem tinha direitos. Bandido tinha apenas deveres a cumprir.

Mataram uma vereadora e agora procuram incriminar até o presidente Bolsonaro, querem arranjar um bode expiatório em que possam jogar a culpa, e ninguém melhor do que ele para descarregarem seu ódio. Quanto ao meliante que atentou contra a vida do presidente, eles conseguiram arranjar uma forma de considera-lo imputável. Onde está a coerência dos fatos? Uma vereadora continua a receber apoio de instituições até internacionais, enquanto que o processo do atentado criminoso contra Bolsonaro dormita em alguma prateleira do judiciário e o criminoso está preso em um hospital de custódia apesar de existirem vários indícios que não foram bem esclarecidos. Lembrei agora dos ex-presidentes Jânio e Getúlio, que falavam em “forças ocultas”. Ao que parece elas continuam mais vivas e fortes do que antes. Cadê o inquérito? Por que ninguém fala mais no caso? Como se chama isso? Estamos vivendo nesse país um momento em que as minorias tem todos os direitos assegurados por Lei e nenhum compromisso com os deveres.

As pessoas consideradas normais, ainda bem que ainda somos a maioria absoluta, são cognominadas caretas e têm que viver sob eterna vigilância para evitar ferir a susceptibilidade dessas classes privilegiadas sob pena de serem privadas de sua liberdade, pois a maioria dos pequenos delitos quando são cometidos contra essas minorias de castas sociais , se transformam em crimes inafiançáveis. Ser afrodescendente, pertencer ao LGBT, ambientalista, índio etc. etc. é considerado por muitos como um privilégio. Que país é esse em que vivemos? Que país é esse em que uma pequena minoria abiscoita quase 30% da receita da previdência percebendo aposentadorias que aviltam aos primos pobres do universo de aposentados. Está certo um funcionário público perceber um salário de mais de 30 mil reais com todos os direitos daqueles que ficaram na ativa, enquanto os demais aposentados ficam com aposentadorias que em sua maioria não passam de um salário mínimo e meio?

O setor público com 980 mil aposentados retira do bolo da previdência 77 bilhões, enquanto que o universo de 27 milhões de aposentados (os primos pobres da previdência) 150 bilhões, ou seja, quase 40% do bolo previdenciário. Era possível manter esse status quo? O Grito de protesto contra a reforma previdenciária e outras que estão em andamento partiu daqueles que gozavam privilégios espúrios. Essa casta de privilegiados quer cada vez mais direitos, a nação que se lixe.

Com mais de meio século de existência alguns pesquisadores descobriram que a mortandade de árvores se dá em maior escala no verão do que em qualquer outro período do ano. Nosso caboclo interiorano sabe disso há mais de cem anos só observando o meio ambiente. Quer dizer que as chuvas matam mais do que o fogo? As pessoas comentam ainda que nesse mesmo período os nobres cientistas não haviam conseguido fazer reproduzir determinada espécie de peixe. Um caboclo observando o criatório dos mesmos, assim se expressou: Dôtô, esse peixe só trepa em pé, levanta o nível da água que ele se reproduz. Folclórico ou fofoca, passo-lhes a narrativa com a mesma fidelidade da que tomei conhecimento.

Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para mudar o seu destino. Enquanto a vida continua, vou ajustando as velas do barco da vida para que ele me conduza a um porto seguro onde todos tenhamos os mesmos Direitos e Deveres e haja verdadeiramente JUSTIÇA!

*O autor é empresário aposentado ([email protected])

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