Por Edilson Martins*
Primeiro o escambo do ciclo do Pau Brasil. Escravização que se revelaria à quem do que viria depois.
Pelo menos durante a primeira metade do século 16. Ao longo de todo o litoral.
Portugal já dominava o açúcar, e logo depois, cessado praticamente o ciclo do Pau Brasil, a bola da vez é o da Cana,
Escravização muito mais brutal, posto ser preciso prear os índios, retirá-los da selva, prendê-los no interior do engenho, mas para mover as peças precisavam ser soltos.
Os bandeirantes paulistas, com suas Entradas e Bandeiras, fizeram isso com competência e crueldade.
Mas terminavam fugindo.
Os donos de engenho são alertados para a alternativa do tráfico negreiro, procedente da África, muito menos complicadas, menos volátil.
Os índios, nessa atividade, surgem outras, são descartados, e entram os negros, e surgem os grandes e poderosos traficantes de escravos.
Essa gente poderosa, que alimenta a Colônia e mais tarde a monarquia, torna-se a força política de sustentação, dando as cartas no país, até 1889.
Para muito não se alongar, em epístola tão desagradável, inconveniente, imprópria, o Brasil, ao longo de sua história, nunca anulou, desprezou os traficantes.
Pelo contrário, com eles tem vivido até hoje em certa harmonia.
Alguns, no Império, foram condecorados, receberam títulos de nobreza.
*O autor é jornalista
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