Mesmo com dispensa de licitação, falta transporte escolar no interior

A ausência de transporte escolar em comunidades do interior foi tema de discussão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O deputado Adjuto Afonso (PDT), foi um dos parlamentares que denunciou a precariedade do serviço, principalmente na calha do rio Purus, seu lugar de origem. O deputado Wilker Barreto (PHS) que iniciou a discussão, quer que a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), explique sobre o custo do aluno transportado.
O deputado Adjuto Afonso ressaltou que em uma de suas viagens a Pauini (a 915 km), município onde nasceu, recebeu a denuncia de moradores da zona rural, que pediam ajuda para fixar residência na sede do município, com o intuito de que os filhos pudessem estudar, pois ali se localiza a escola mais próxima.
“Falaram que não existe transporte escolar. Quando cheguei, mandei ver na Seduc, tinha 300 alunos cadastrados e a empresa recebendo, per capita, recebe por aluno, e as escolas da zona rural nenhuma tinha transporte escolar. Isso é muito grave, e é em todos os municípios. Lábrea, Boca do Acre, tem mais de 700 em Boca do Acre”, denunciou o deputado.
Adjuto Afonso defende que os recursos do governo do Estado sejam conveniados com os prefeitos, para que os próprios municípios assumam a responsabilidade.
“Isso deve passar para as prefeituras, com uma supervisão da Seduc, a prefeitura tem como diminuir custos. Muitas vezes a mesma lancha que transporta aquele aluno do ensino da prefeitura também pode transportar do governo, desde que a prefeitura receba. Eu acredito muito que o ex-deputado Luiz Castro com a sua vivência, a sua experiência no interior do Estado, que foi prefeito, foi deputado e hoje é secretário, possa corrigir isso”, reitera o deputado.

 

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Este post tem um comentário

  1. Ney M. Cardoso

    Infelizmente nossos governantes procuram a maneira mais fácil de enfrentar a crise, tudo com dispensa de licitação. Este modus operanti é um convite a corrupção. É necessário uma investigação nesta secretaria, pois todos os servidores sabem das necessidades e deve haver um planejamento para atender as necessidades. Os órgãos fiscalizadores como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Amazonas tem a obrigação de fiscalizar e punir os maus servidores. A população não pode simplesmente pagar a conta.

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