Renato Junior e Roberto Cidade começam a reproduzir rivalidade antes existente entre David e Wilson, com novos contornos

O prefeito de Manaus, Renato Junior(Avante), e o governador Roberto Cidade (União), trocaram farpas nos últimos dois dias, depois que o primeiro convidou o segundo para colaborar com a operação tapa-buracos. Recebeu como resposta que o Estado já investiu mais de R$ 17 bilhões em Manaus desde 2019, e não descartou conversar, mas ressaltou que cada um deveria cuidar de sua gestão. Eles reproduzem, com novos contornos, a rivalidade criada a partir de 2023 pelo ex-prefeito David Almeida (Avante) e o ex-governador Wilson Lima (União).

Durante entrevista à imprensa, o prefeito destacou que Manaus enfrenta dificuldades históricas agravadas pelas fortes chuvas e afirmou que o momento exige diálogo e união entre os gestores públicos, e não troca de acusações.

“Eu fiz minha parte, continuo fazendo minha parte de forma diplomática, sem apontar culpados”, afirmou.

Renato Junior também pediu sensibilidade do Governo do Estado diante dos problemas enfrentados pela população manauara. Segundo ele, a prioridade deve ser o interesse público, e não disputas políticas.

“Espero ainda do governador que ele tenha sensibilidade não com a Prefeitura de Manaus, mas com o povo da cidade de Manaus”, declarou.

Ao comentar a fala de Roberto Cidade, o prefeito ressaltou ainda a importância econômica da capital para o Estado e lembrou que Manaus concentra mais de 56% da população amazonense e responde por mais de 80% da arrecadação estadual.

“Se for para uma queda de braço de quanto o Estado mandou para Manaus e quanto Manaus mandou para o Estado, Manaus sai ganhando. Mas eu não entro nessa confusão”, disse.

Apesar da alfinetada, Renato reforçou que não pretende alimentar rivalidades políticas e afirmou que a população espera maturidade dos representantes públicos.

“Manaus espera estadistas, prefeito e governador que dialoguem e que continuem trabalhando”, concluiu.

Já Roberto Cidade foi enfático: “Faltou gestão na Prefeitura de Manaus”.

Os dois dificilmente se entenderão.

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