Militantes do PT querem lançar Ricardo Moraes ao Governo, mas direção do partido resistirá

Líder das primeiras greves de operários do Distrito Industrial na década de 80 e comparado a Lula na época, o ex-deputado federal Ricardo Moraes é o nome que boa parte da militância histórica do PT no Amazonas pretende lançar para concorrer ao Governo do Estado. A direção regional, entretanto, não cogita apoiar o pleito, que deve ser discutido na Convenção da legenda, em agosto.

O lançamento da pré-candidatura de Moraes nasceu da inquietação da militância petista como o voto do senador Omar Aziz (PSD) contrário ao veto do presidente Lula ao projeto da dosimentria, que praticamente anistia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ricardo Moraes, de 68 anos, voltou a cena política amazonense comandando o Fórum Democracia e Cidadania da Amazona, lançado no dia 18 de abril em um seminário realizado no auditório do centro de formação Maromba, no bairro da Chapada, onde palestraram o agora vice-governador Serafim Corrêa (PSV), a professora Marilene Corrêa e o professor Edson Fernandes, que abordaram o tema Zona Franca e Economia Sustentável na Amazônia.

Ainda jovem, com 23 anos, \Moraes assumiu a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus e comandou as maiores greves do Amazonas nas décadas de 80 e 90. Em novembro do ano passado, junto com a militância metalúrgica, ele celebrou o aniverssário de 40 anos da greve de 1985 em sessão especial na Câmara Municipal de Manaus, requerida pelo vereador José Ricardo (PT).

Na eleição de 1988 foi segundo candidato a vereador mais votado de Manaus, mas não assumiu o mandato porque o PT não fez a legenda necessária. Dois anos depois eleito deputado federal mais votado do Amazonas.

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