O governo de coalização que o presidente Lula (PT) montou nesta sua terceira passagem pelo Palácio do Planalto mostrou-se um fiasco ontem, depois que partidos com assento na Esplanada dos Ministérios impuseram a ele e sua maior derrota no Congresso até aqui. Eles se uniram à oposição e rejeitaram a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal por 42 votos a 34. A manobra foi comandada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), insatisfeito porque o nome que ele pretendia ver na cadeira da mais alta corte do país foi preterido – o também senador Rodrigo Pacheco (PSD).
A indicação de Messias foi anunciada por Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
No plenário do Senado, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, sendo que o ministro precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação foi secreta.
A derrota do indicado de Lula é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Jorge Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
A nova indicação precisará ser validado pelo Senado.
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