Deputado destaca péssima posição do Amazonas no ranking de percepção da Segurança Pública, mais uma herança da gestão Wilson Lima

O Amazonas aparece com a segunda pior avaliação do Brasil na percepção da população sobre as forças de segurança, segundo a pesquisa nacional “Forças de Segurança na Percepção dos Brasileiros”, divulgada pelo Instituto Veritá. Diante do cenário, o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) voltou a defender a implementação de um plano emergencial para reestruturar a segurança pública no estado.

De acordo com o levantamento, apenas 28,8% dos amazonenses aprovam a atuação das forças de segurança, enquanto 71,2% reprovam, um dos piores índices do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (75,3% de reprovação e 24,7% de aprovação). No ranking negativo, o Ceará aparece na sequência, com 71,0% de reprovação e 29% de aprovação.

A pesquisa, realizada entre os dias 13 de março e 4 de abril de 2026, ouviu mais de 40 mil brasileiros em todos os 26 estados e no Distrito Federal, e mede a percepção da população sobre a atuação policial — indicador que reflete diretamente a confiança social nas instituições de segurança.

Trata-se de mais uma herança ruim da administração de Wilson Lima (União).

Para Comandante Dan, os números confirmam uma realidade já conhecida pela população, especialmente fora da capital. “Não é surpresa. O que a pesquisa mostra é o sentimento do cidadão que não consegue registrar ocorrência, que encontra delegacia fechada, que não vê polícia na rua e que não tem resposta quando é vítima de crime”, afirmou.

O parlamentar aponta que o problema é estrutural e envolve uma série de fragilidades acumuladas ao longo dos anos. Entre elas, ele destaca o baixo efetivo policial, a ausência de policiamento comunitário, a falta de presença ostensiva no interior, além de delegacias que funcionam de forma limitada, muitas vezes apenas em horário comercial, o que compromete o atendimento à população.

“Hoje nós temos um cenário que favorece o caos. A população está desassistida, e isso se reflete diretamente na percepção negativa. Segurança pública não se faz apenas com discurso, se faz com presença, estrutura e planejamento”, declarou.

O deputado também atribuiu o desempenho negativo à condução da política pública no estado. “Nossos policiais civis e militares estão exaustos, com sobrecarga de trabalho e uma alta incidência de problemas ligados à saúde mental e emocional. Temos atrasos na concessão de benefícios legais, como a data-base, o auxílio-fardamento e as promoções de carreira. A virada de chave da segurança precisa passar pela valorização dos profissionais e pelo foco na fronteira e no interior do estado”, afirmou.

Outro ponto crítico, segundo o parlamentar, é o baixo índice de resolutividade dos crimes, que reforça a sensação de impunidade. Para ele, a falta de integração entre os órgãos, a deficiência na investigação e a sobrecarga do sistema contribuem para o agravamento da crise.

Presidente da Comissão de Segurança Pública, Acesso à Justiça e Defesa Social da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), e também de colegiado equivalente na União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), Comandante Dan afirma que tem atuado de forma permanente no enfrentamento do problema, seja por meio de fiscalização, debates ou apresentação de propostas legislativas.

Além da atuação parlamentar, Dan também figura entre os principais destinatários de emendas impositivas voltadas à segurança pública, com recursos direcionados para o fortalecimento da estrutura operacional, incluindo apoio ao Departamento de Polícia Técnico-Científica, considerado estratégico para o aumento da capacidade investigativa e da resolutividade dos crimes.

Entre as medidas defendidas pelo parlamentar estão a recomposição urgente do efetivo policial, a implantação de um modelo de policiamento comunitário e de proximidade, a ampliação do funcionamento das delegacias, com atendimento 24 horas, além de investimentos em inteligência, investigação e integração das forças de segurança.

Ele também defende uma política de territorialização da segurança pública, com atuação estratégica voltada para regiões mais vulneráveis, especialmente no interior do estado e nas áreas de fronteira.

“Precisamos tratar a segurança pública como prioridade absoluta. O Amazonas tem características próprias, com dimensões continentais e desafios logísticos enormes. Sem um plano estruturado, com ações emergenciais e de médio prazo, vamos continuar convivendo com indicadores negativos e com a população desacreditada”, concluiu.

No cenário nacional, a pesquisa do Instituto Veritá aponta uma média de 47,7% de aprovação das forças de segurança no Brasil, contra 52,3% de reprovação, evidenciando que o problema da segurança pública é generalizado, mas atinge de forma mais severa estados como o Amazonas.

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