Uma avaliação feita ontem por técnicos da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado constatou um aumento no número de indígenas venezuelanos acampados nas proximidades da rodoviária da capital. No dia 15 de fevereiro, só na área da Rodoviária, eram 21 pessoas, sendo dez adultos, quatro jovens e sete crianças. Hoje já são 11 famílias, totalizando 35 pessoas entre adultos, jovens e crianças. Em toda a cidade, são 31 famílias – aproximadamente 117 indígenas que saíram da aldeia Warao, no Delta do rio Orinoco, nordeste da Venezuela, para fugir da crise que afeta a economia daquele país.
Os indígenas resistem à ideia de sair das ruas, onde conseguem,com facilidade, doações de roupas, alimentos e até dinheiro, além de vender o artesanato que produzem.
A chefe do Núcleo de Saúde dos Grupos Especiais da Semsa, Wanja Leal, que coordenou a equipe, explicou que desde a identificação da existência do grupo na cidade, começou a ser feito um levantamento do quantitativo de pessoas nessas condições, mas que ainda não foi possível estabelecer um número exato em razão da mobilidade dos que já estavam aqui e chegada de novos indígenas.
“Independente de quantos sejam, o importante é que desde o início estamos monitorando e acompanhando, para que possamos traçar o perfil epidemiológico dessas pessoas e dar o encaminhamento necessário no que a atenção primária puder auxiliar essas famílias”, apontou Wanja.
Amanhã (terça-feira, 14/02), a única grávida do grupo e as crianças serão atendidas na Unidade Básica de Saúde Mansour Bulbol. Ela fará o acompanhamento pré-natal e as crianças receberão as vacinas necessárias.
O grupo apresentou protocolo de solicitação de refúgio, atendendo a uma orientação que receberam em Boa Vista/RR, por onde também passaram, para não correrem o risco de deportação.
Durante a abordagem, missionários da Organização Não Governamental Ame Amazonas, administrada pelas Igreja Evangélicas Bola de Neve e Presbiteriana, esteve no local para oferecer abrigo em quitinetes que possuem no bairro Nossa Senhora de Fátima, próximo ao Terminal 4, zona Norte. Oito pessoas concordaram em ir ao local para conhecer. Caso estejam de acordo, ficarão abrigados, juntamente com suas famílias – o que totaliza 21 pessoas.
“Independente de quantos sejam, o importante é que desde o início estamos monitorando e acompanhando, para que possamos traçar o perfil epidemiológico dessas pessoas e dar o encaminhamento necessário no que a atenção primária puder auxiliar essas famílias”, apontou Wanja.
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