CENTO E CINQUENTA E SETE BILHÕES

Fazendo um trabalhoso porém importante exercício matemático para melhor compreensão do leitor, seriam necessárias 361.100 malas cada uma pesando 23 quilos, para guardar e transportar essa astronômica cifra.

Esse valor estrondoso é o quanto custa anualmente para o contribuinte brasileiro a nossa justiça que, em termos percentuais, é algo próximo de 1,5 do PIB brasileiro.

Se somarmos a isso os custos dos tribunais de contas da União, dos estados e dos municípios, esse valor chega próximo de CENTO E NOVENTA BILHÕES.

São mais de NOVENTA tribunais entre os de justiça comum e do trabalho regionais, 

estaduais, federais e superiores. Credo!

Somos um dos poucos países que ainda temos justiça do trabalho, eleitoral, militar e de contas numa paquidérmica representação para o nada. Misericórdia!

São tantos tribunais e em tantos níveis e representatividades, onde milhões de processos dormitam, caducam e se perdem nos escaninhos das cortes, levando à triste descrença de quem espera por justiça.

Já dizia alguém que justiça que tarda não é justa!

Desafortunadamente o constituinte de 1988 não teve coragem nem apoio o suficiente para exterminar com essa balbúrdia judiciária no Brasil; pelo contrário, apenas cresceu com a criação de mais e mais tribunais regionais federais. Oremos!

Como tudo que é grande demais em se falando de poderes do estado, tudo vira um verdadeiro balcão de negócios e negociatas. Assim é pois o nosso esquema judicial. Vôte!

São ministros, desembargadores estaduais e federais, muitos dos quais sem qualificação formal e moral, aviltando a lei, desmoralizando a justiça e envergonhndo a nação com seus comportamentos e suas decisões controversas e tardias. Válha-nos quem?

Muitos desses que conspurcam a lei e a justiça, aproveitam-se do cargo para roubar, corromper e vender sentenças, numa profusão de desmandos e desvios que a cada dia mais e mais desacreditam os tribunais.

E olhem que nossos magistrados em todos os níveis hierárquicos são os mais bem pagos do planeta posto que recebem ótimos salários e ainda embolsam gratificações inalcançáveis por todos os demais servidores públicos.

Auxílio moradia, bolsa creche, bolsa escola, bolsa formação, auxílio saúde, gratificação por produtividade, bônus férias não gozadas, venda de licença prêmio, auxílio pós graduação, etc., fora as coberturas intermináveis para os pensionistas. Misericórdia!

Ainda assim, todos os anos pululam por aí as operações policiais contra tribunais e magistrados pegos com a mão leve ora na grana do povo ora vendendo sentenças.

Dezenas de juízes e desembargadores ou foram afastados ou aposentados compulsivamente por conta desses desvios morais e de grana.

Para completar esse caldo de cultura indigesto, filhos, esposas, mães, nora, genros, sobrinhos, cunhados e amantes de magistrados e magistradas, agem nas sombras do poder judiciário pátrio, atuando como laranjas destes para enriquecerem às custas do contribuinte e do país.

É uma parentela desqualificada para a vida e para o mercado de trabalho mas, que encontraram nos seus pais, mães, sogros, tios, esposos e amantes magistrados, uma boia salvadora para seus negócios escusos.

Até quando ó Catilina? Até quando ó senhores da justiça vocês vão envergonhar a nação com suas atitudes e comportamentos tíbios?

Desgraçadamente muitas e muitas gerações de brasileiros honestos ainda vão conviver e suportar essa gente sem escrúpulos e sem alma a aviltar a justiça e a pátria.

Oxalá nossos filhos e netos nasçam, vivam e cresçam sem assistir a essa mixórdia judiciária protagonizada por uma gente desgraçada e sem escrúpulo algum. 

Té logo!

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