“Olha, Sancho (.…) Todas essas tempestades que nos acontecem são sinais de que logo o tempo vai acalmar e vão nos acontecer coisas boas, porque não é possível que o mal ou o bem durem sempre, do que se conclui que, havendo o mal durado muito, o bem já está perto.”
Com as palavras de autoajuda do mais brilhante coach espanhol, Dom Quixote de La Mancha, parça de Miguel de Cervantes, contextualizo:
Vamos aproveitar e fazer um registro do fundo do poço, meu caro e fiel escudeiro. O fundo do poço é muito frequentado, visitado e povoado, mas ninguém registra sua hospedagem nele e nem tira self para documentar ou postar nos stories das redes sociais.
- Meu caro Sancho, em casa de professor, sindicalista, cavaleiro andante, militar é verbo e não substantivo, principalmente quando se tem ameaça do fascismo.
A gente amadurece com o passar dos danos, seremos sempre forjados na luta como Miguel Pacheco e o saudoso Antônio Levino.
Mudanças climáticas, com suas adaptações e nuances de causas e efeitos, precisam fazer parte do debate e está na pauta das próximas eleições municipais.
Aquela história de colocar o comunismo, aborto, ideologia de gênero, kit gay, banheiro unissex e escola sem partido como principais temas, precisam dar lugar às discussões sobre meio ambiente e crises climáticas.
Um recado aos terraplanistas e negacionistas climáticos de plantão, com suas desonestas percepções cognitivas, é disso que estamos falando, dos refugiados climáticos.
Em poucos meses, com esses eventos climáticos extremos, vimos na Amazônia uma seca devastadora, e, meses depois uma enchente que inundou o extremo Sul do país, deixando quase a totalidade do Rio Grande do Sul destruída.
Apoio material, logístico e tempestade de Pix, com milhares de voluntários para ajudar nos resgates da tragédia no Rio Grande do Sul é algo notável, elogiável e muito importante, porém não se viu a mesma disposição, solidariedade e mobilização para seca na Amazônia, ou para o desastre que aconteceu, matando centenas de Yanomami.
É como se, os descendentes e imigrantes europeus, brancos tivessem uma atenção maior que os ribeirinhos, originários, nordestinos, indígenas e povos amazônicos. Uma seletiva solidariedade. Pronto, falei!
Com esse tapa na cara do egoísmo e dos “separatistas” que até bem pouco tempo defendiam o seu desmembramento do resto do Brasil, só tenho a dizer: o Sul não é o Meu País. Meu país é o cuscuz, o pão de queijo, o tucumã, o chibé, o chimarrão, o pequi, o jaraqui, a tainha, o boi de mamão, o acarajé, a maniçoba, o açaí, o Mangueirão, o forró, Maracanã, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Kleiton & Kledir e o raio da Silibrina.
O separatismo e fake News é o caraí, meus estimadinhos, Liliane Mantios, Luíz Mota e Karl_marx_br.
“Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas? (…)”
O Brasil é uma potência energética, ambiental, agrícola, cultural. Só não somos primeiro mundo, por falta de investimento em educação e meio ambiente, que faz termos essa visão condescendente com o capital, e nos faz olhar para o abismo como uma visão vesga e caolha.
Com a mão invisível do mercado, privatizam tudo e depois querem a ajuda do Estado. A burguesia fede mesmo, meu caro Cazuza, e ainda dizem que não é hora de apontar culpados!
Com muita indignação seletiva, vou ficar aqui no meu minarete, tomando xícaras e xícaras de café como Balzac, dedilhando meu alaúde árabe de cordas de tripa de carneiro esticada e couro de boi.
Nesse misto de inferno e purgatório, até agora só tenho a seda e o isqueiro, além da larica. A outra “parte que me toca desse latifúndio”, está em falta, porque aquele senador bolsonarista catarinense que foi no show da Madonna achando que era gospel, monopoliza tudo, é muito egoísta. Devolve a nossa nóia, patriota!
No meio de tudo isso, ainda temos que combater as mentiras dessas milícias bolsonaristas com seu exército de fake news, além da desonestidade da imprensa burguesa.
Dando nome aos bois, Pablo Marçal, Jorginho Melo (o Pequeno) Victor Sorrentino e o chupetinha do André Viadão, são alguns desses expoentes bolsonaristas encarregados de espalhar as fake news.
Só para não dizer que não falei das flores, a minha onça caramelo subiu no telhado. A felina ficou presa no galho de uma sumaumeira, não teve a mesma sorte e atenção que teve o camarada caramelo cavalo, continua lá até hoje à espera de resgate e de holofotes, nesse mundo do self e da lacração, minha estimadinha!
Como dizia a queridíssima Simone de Beauvoir: “suas asas são cortadas e, em seguida, você é culpada por não saber voar”. Coitada da minha onça caramelo!
Irritando o gado com a lambança e o caqueado do bêbado e o equilibrista, representados por Magno Malta e o Mequetrefe erisipela, minha onça caramelo é hermafrodita, igual o touro do Adal, o Barthollo.
Deus te abençoe!
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.
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