O Restaurante Canto da Peixada, tradicional reduto gastronômico do bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus, completa hoje 50 anos de existência. Inaugurado em 1974, já recebeu ilustres visitas, como a do papa João Paulo II, em 1980.
Tambaqui, tucunaré, matrinxã, pirarucu, sardinha, surubim, pacu e jaraqui são apenas algumas das delícias que fazem parte do cardápio há mais de 50 anos.
Aldenor Ernesto de Lima, proprietário do restaurante, nasceu em 27 de agosto de 1938, no município de Careiro da Várzea, no Amazonas. Em 1974, junto com seu amigo Luís Martins (conhecido alfaiate da época), abriu o Canto da Peixada, com um fogão doméstico, um freezer emprestado e 200 cruzeiros emprestados do seu pai. Era pouco menos que um salário mínimo na época. O nome era uma espécie de moda àquela altura, já que existiam em Manaus vários restaurantes semelhantes, como o Canto da Alvorada, Canto da Saudade e Canto do Galeto.
No início, o estabelecimento abria somente à noite e funcionava até às 6h da manhã, quando os antigos boêmios vinham das festas e saborear a ‘famosa’ caldeirada de tucunaré e bodó, para “curar a ressaca”. Os clientes iam desde humildes caboclos da região a turistas, passando por pessoas anônimas e famosos artistas.
Para um de seus filhos, Aldenor Lima, o Canto da Peixada se tornou um legado de resistência das iguarias da região Norte do Brasil. Inclusive, o empresário declarou empolgação ao ver seu pai entrar para a história do Amazonas.
O auge da fama ocorreu em 1980. Há controvérsias sobre se o Papa João Paulo II esteve no restaurante para uma refeição no local ou se apenas foi servido ao longo de toda a sua estadia pelo estabelecimento, mas o fato é que ele aprovou a comida e pediu que somente ela lhe fosse servida.
Hoje Aldenor já não comanda mais o restaurante, tarefa que cabe aos filhos. “É uma grande satisfação participar desse momento maravilhoso da história do Amazonas. Desde criança, acompanhava o meu pai indo nas feiras e comércios comprar os produtos para o Canto da Peixada, esse local que detém 50 anos de tradição da culinária do norte”, diz Aldenor Junior.
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