Volta de Waldery Areosa ao mercado de ensino superior privado gera polêmica e mexe em velhas feridas: “processos escandalosos” (veja vídeos)

Com uma longa história no ensino privado no Amazonas, que começou na década de 80 com o curso pré-vestibular Einstein culminou na venda, em 2008, da Uninorte, uma das maiores universidades locais, que ele montou, o professor Waldery Areosa surpreendeu novamente ao comprar, no final do ano passado, o Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), um dos mais antigos do Estado. Um discurso que ele fez durante a semana, em evento no qual apresentou a nova diretoria da instituição, ele fez duras críticas aos concorrentes, inclusive ao grupo que comprou sua antiga empresa. E foi alvo de uma reação forte da reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair Lins, que lembrou, em seu pronunciamento nas redes sociais o rumoroso processo em que ele esteve envolvido, quando foi acusado de se utilizar de uma rede de prostituição de menores.

“Me sinto responsável por este momento que vive a educação por ter vendido a Uninorte. Depois que o fizemos o ensino em Manaus degringolou. Quem está aí não é do ramo. Alguns aproveitaram minha ausência e entraram no mercado”, atacou Areosa no discurso. Ele ainda afirmou que os cursos de Medicina estão formando péssimos profissionais e denunciou que alguns estudantes não cursam o segundo grau e entram direto na Faculdade depois de fazer um supletivo. “O pai dá a maioridade e ele faz supletivo, passa no vestibular e corre pra fazer medicina. Imagina esse médico que vamos ter. Os hospitais são os mais sofríveis. Onde fazem suas experiências? Nos hospitais públicos, de madrugada, porque fizeram Medicina e não fizeram hospital”, atacou, para em seguida anunciar que vai lançar um curso de Medicina, mas também construir uma unidade hospitalar. No final do pronunciamento ele ainda disse que os concorrentes fazem propaganda enganosa e sobre o dobro do preço para quem tem bolsa financiada pelo poder público – casos do FIES, Prouni e Bolsa Univerdade.

Seffair foi às redes rebater o discurso do concorrente e usou palavras duras, dizendo que ele quer se arvorar como salvador da pátria. “Tenho uma formação que o senhor não tem. Sou mestra e doutora pelas melhores instituições de ensino do país, PUC Minas e USP”, provocou. Lembrou ainda que, quando a Fametro começou, Areosa a chamou de “faculdade das empregadinhas”. E disse que sua instituição cobrava preços justos que deram acesso ao ensino superior a uma categoria ignorada por Faculdades como a dele. ” Sou ferrenha defensora da foi chamada de Faculdade das Empregadinhas por cobrar um preço justo para permitir o acesso de pessoas ignoradas por faculdades como a sua. “Quando iniciamos nossa caminhada os índices de educação eram pífios. Hoje ostentamos o IGC (índice geral de cursos do Ministério da Educação) nota quatro há seis anos consecutivos. Não somos mercadores da educação, por isso recebemos ofertas de todos os principais players, inclusive pelo que comprou a sua Uninorte. Não vou permitir que para se autopromover o senhor venha atacar o que temos de melhor”, acrescentou.

A reitora cutucou uma antiga ferida de Areosa ao dizer que “jamais estivemos envolvidos em processos escandalosos”. Referiu-se a uma investigação policial que apontou Areosa como participante, junto com outras pessoas, de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no Amazonas. Segundo a polícia, eles eram clientes. Pagavam para fazer sexo com as menores de idade. Seffair ainda afirmou que a Fametro reinveste o lucro na melhoria do ensino. “Não investimos nosso dinheiro no exterior”, concluiu, referindo-se ao fato de que o concorrente passou mais de uma década vivendo e investindo nos Estados Unidos.

Veja abaixo os dois vídeos:

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