O Amazonas contará com investimentos de R$ 647 milhões do governo federal para tentar amenizar os efeitos da pior seca enfrentada pelo estado. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nesta quarta-feira (18/10), após comandar uma reunião interministerial. O evento mostrou que o governador Wilson Lima (União Brasil), o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), os prefeitos do interior e a bancada federal, à exceção do senador Plínio Valério (PSDB) e do deputado Capitão Alberto Neto (PL), atuaram em conjunto desta vez e conseguiram sensibilizar o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que autorizou a liberação do recurso emergencial.
Logo após a reunião, que contou com a participação dos ministros Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Mariana Silva (Meio Ambiente), Alckmin detalhou a distribuição dos recursos que serão liberados para o estado do Amazonas.
Basicamente, o dinheiro será distribuído nos seguintes setores:
• Dragagens – R$ 138 milhões, sendo R$ 38 milhões para o Alto Solimões e R$ 100 milhões para o Tabocal, por meio de contrato com o Dnit;
• Saúde – R$ 232 milhões liberados pela ministra Nísia Trindade, após visita a Manaus na última segunda-feira (16/10);
• Fundo da Amazônia – R$ 35 milhões para prevenção de queimadas e outras medidas;
• Ministério da Justiça – R$ 15 milhões para aquisição de aeronaves para combate às queimadas e mais R$ 20 milhões para o Corpo de Bombeiros;
• Ministério da Defesa – R$ 20 milhões para aeronaves, helicópteros e brigadistas;
• Municípios – R$ 61,8 milhões;
• Emendas parlamentares – R$ 100 milhões que serão antecipados.
No encontro, foi garantido ainda o adiantamento para esta quarta-feira do pagamento do Programa Bolsa Família para 599,5 mil famílias de 55 municípios do Amazonas.
O Governo Federal sinalizou que, a partir da próxima semana, libera os R$ 61 milhões anunciados no início do mês aos municípios que já apresentaram seus planos de trabalho para minimizar impactos da estiagem. Atualmente há 59 cidades em situação de emergência e uma em alerta, afetando 138 mil famílias, aproximadamente 557 mil pessoas.
No encontro, o governador também informou que foi tratado sobre a questão BR-319 que, a pedido do vice-presidente, será avaliada para que se encontre uma solução com o menor impacto ambiental possível.
“Nós nunca tivemos uma resposta tão rápida do Governo Federal e em quantidade tão grande de recursos destinados ao estado do Amazonas, na seca ou na cheia”, ressaltou Omar.
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