O deputado federal Silas Câmara (Republicanos) teve seu processo retirado da pauta de hoje do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente da corte, ministro Luiz Fux, depois de articulação atribuída ao colega André Mendonça, o integrante “terrivelmente evangélico” da corte, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso, que se arrasta há pelo menos duas décadas, refere-se a denúncias de ex-funcionários do gabinete do parlamentar, que o acusam de pedir a devolução de parte dos salários deles – o chamado “esquema das rachadinhas”.
A interferência de Mendonça tem uma razão clara: em caso de condenação do deputado pelo Amazonas, automaticamente seriam questionadas outras situações, inclusive a que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), acusado também de praticar a “rachadinha” em seu gabinete, quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Ao nomear Mendonça, Bolsonaro disse que pretendia, com suas nomeações, mudar o perfil do STF, para incrementar inclusive o combate à corrupção.
Em dezembro passado, Mendonça participou de culto em ação de graças em Manaus, promovido por Câmara, para agradecer por sua nomeação ao STF.
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