A família Pinheiro, que domina a política em Coari, está estudando uma troca do candidato que vai disputar a eleição suplementar de 5 de dezembro. É que Keitton Pinheiro (PSD), o nome que eles lançaram, tem problemas judiciais que poderiam impedi-lo de assumir o cargo no caso de vitória. Os nomes da atual prefeita, Dulce Menezes (MDB) e do vereador José Carlos Ferreira, o Zé Carlos (PSD), passaram e ser cogitados, com mais chances para este último, que teria mais confiança do patriarca Adail Pinheiro.
Keitton Pinheiro foi preso em 2019, junto com o primo Adail Filho e mais duas pessoas, dentro da Operação Patrinus, levada a efeito pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado (MPAM). Eles foram acusados de articular para que grupos específicos recebessem mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de Coari. Todos ainda respondem ao processo. Existe ainda outra ação que envolvem o atual candidato, relacionada ao pagamento de um “mensalinho” a vereadores no mandato passado, quando ele estava entre os parlamentares.
Por causa dessas pendências judiciais, a família Pinheiro teme que um eventual mandato conquistado por Keitton possa ser contestado judicialmente. Internamente há a desconfiança de que a alta cúpula da Justiça estadual tenha uma espécie de “birra” com eles por causa dos processos a que respondem, o que facilitaria a movimentação dos opositores na seara jurídica.
Ontem Keitton reuniu-se com um grupo de vereadores em um restaurante de Manaus (foto acima). Zé Carlos estava na cabeceira da mesa. Isso aumentou as especulações em torno da troca do candidato.
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