Os três acusados pelo homicídio do engenheiro Flavio Rodrigues dos Santos foram conduzidos no final de semana ao anexo superior do Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), mas as confusões em torno do assunto não cessaram. Pelo contrário, na tentativa de visitar o filho, Alejandro Valeiko Molina, a primeira dama do município, Elizabetk Valeiko Ribeiro, acabou sendo alvo de protestos de parentes de outros presos.
O fato aconteceu ontem. Acompanhada por uma advogada, em um carro modelo SW4, e escoltada por dois policiais militares lotados no município, que estavam em um Corolla branco, Elizabeth tentou entregar um bolo e um salgado ao filho, mas foi impedida pela coordenação do sistema prisional, por não possuir cadastro de visitante. A assessoria dela afirmou que a informação sobre o cadastramento não era do conhecimento da primeira dama.
Ela não pode enviar os alimentos ao filho porque a entrada de comida produzida fora dos presídios está proibida desde o mês de julho, depois da última rebelião registrada no sistema.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) divulgou nota esclarecendo que os visitantes do sistema prisional devem realizar o cadastro por meio do aplicativo Visita Legal ou pelo site www.visitalegal.am.gov.br. Em seguida, os familiares devem agendar atendimento na Central de Atendimento às Famílias, localizada na rua Gabriel Salgado, s/n, Centro, para apresentação dos documentos (original e cópia) e aguardar a liberação da unidade para realizar a visita no fim de semana.
Por interpretar que a primeira dama do município tentou burlar as regras, o que ela nega, a SEAP informou o fato à corregedoria do sistema para apurar a conduta dos policiais que a acompanhavam.
“Não há privilégio no atendimento a visitantes do sistema prisional”, diz a nota distribuída pelo órgão.
A partir da tarde de ontem, vídeos divulgados por parentes de presos que aguardavam a liberação da visita circularam nas redes sociais e aplicativos, bem como uma peça em que supostamente Alejandro gritava pela mãe dentro da cela. A SEAP disse em nota que este último não foi gravado em presídio de Manaus.
Os advogados da primeira dama já estão providenciando o credenciamento dela. “É mãe e vive o drama de ter o filho preso. Qualquer uma no lugar dela tentaria ver o rebento, ainda mais sabendo dos problemas que ele enfrenta”, disse um deles ao blog agora há pouco.
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