O desafio do “Já” e “Ainda Não”, uma reflexão aos cristãos

Por Marcel Alexandre*

“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 4:17)

“…O reino de Deus não vem com aparência exterior;nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17:20,21)

O Reino de Deus tem estas duas realidades: o já e o ainda não. Jesus anunciou que o Reino de Deus chegou até nós. Então, o Reino de Deus já está aqui, quando aceitamos Jesus e nos encontramos com Ele. E ainda não, quando sabemos que ainda nos encontraremos plenamente com Ele na eternidade.

Essa realidade espiritual do Reino de Deus é um paralelo para a vida da Igreja, que vive o já e o ainda não. E precisamos pensar nisso. Nós já temos a vitória, já temos a prosperidade, já temos a cura, já temos a libertação, mas ainda não, porque estamos na Terra. No já, tudo está pronto em Cristo, e no ainda não, temos que desenvolver essas verdades aqui na Terra. Desenvolver a espiritualidade, competência, talentos, dons… E no somatório de desenvolver esses talentos e dons, temos ainda outros segmentos.

No meu entendimento, como líder cristão e líder político, eu vivo com essa realidade muito forte do já, porque a Igreja é muito forte no já: recebe intensamente que Jesus é o Senhor, a Bíblia é a Palavra de Deus, a vida de santidade, a fé na prosperidade, a importância da família, os relacionamentos sociais em santidade, isso é muito forte na fé.

E o ainda não é a parte mais forte na prática, porque essas realidades do já ainda não estão visíveis. Por exemplo: Como cresce o número de cristãos e paralelamente cresce a violência? Como cresce o número de cristãos e os segmentos tão importantes como mídia, judiciário, educação, não têm a condução desses senhores brilhantes da fé, que são os cristãos e, no meu caso, o segmento evangélico? Tudo isso é ainda não!

E nesse ainda não temos a resistência inexplicável de uma Igreja, de um povo, que não quer se envolver com aquilo que obrigatoriamente terá que se envolver, que é política, para ajudar nessa missão do Reino de Deus. Ou será que nós esquecemos do Jesus histórico, que é um Jesus político? Ou será que esquecemos que Jesus, em paralelo, e em entendimento político, afirmou que a realidade do reino deste mundo não pode ser do reino deste mundo, mas do Reino de Deus, porque o reino de Deus não é deste mundo, mas que precisa ser executado no já e no ainda não? É a realidade da fé e do desafio de tornar a fé real. É conhecer a fé pelas obras.

Quando eu prego o Evangelho, eu prego na realidade do já, porque Jesus já morreu e a salvação está disponível a todos, mas eu tenho que pregar, porque ainda não todos receberam, não todos são salvos.

Esse paralelo difícil e talvez desafiador de entender esse texto é a nossa realidade que vivemos e vemos. Como pode uma Igreja que se vê tão poderosa em Deus estar desprovida desse significado na sua vida social e não ter ainda material humano suficiente, alguém competente, nem vertentes que a façam chegar lá?

Que Deus tenha misericórdia de nós e que possamos entender que o Reino de Deus, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus já nos abençoaram, já chegou até nós, mas ainda não, porque precisamos desenvolver essa salvação.

“Assim, pois, meus amados, do modo como sempre obedecestes, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (…) pois é Deus o que opera eficazmente em vós tanto o querer como o perfazer segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:12,13)

Deus salve o Brasil! Deus salve o Amazonas! Deus salve Manaus!

*O autor é vereador pelo PMDB e apóstolo do Ministério Internacional da Restauração

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