Desfile das escolas de samba teve o menor público desde a inauguração do Sambódromo

Aproximadamente 30 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, assistiram às apresentações das escolas de samba do grupo especial de Manaus, que começaram às 20h do sábado, 10, e terminaram às 6h40 do domingo, 11. Foi o menor público do evento desde a inauguração do Centro de Convenções da cidade, o popular Sambódromo.

Segundo a Manauscult, o desfile ainda gera 20 mil empregos diretos e indiretos. E se mantém como o maior Carnaval da Amazônia, mas o público é menor a cada ano, mesmo sem a cobrança de ingressos.

Ação integrada

A Prefeitura de Manaus também esteve presente no evento através de ações integradas nos arredores e dentro do Sambódromo. Nos dois dias de evento, agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) auxiliaram na mobilidade para maior fluidez e segurança.

As secretarias municipais da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), de Saúde (Semsa), a Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) e a Casa Militar também levaram suas ações e orientações ao público.

Garantindo a segurança do público, a Polícia Militar levou um efetivo de 268 homens, oito viaturas e 11 motos, enquanto o Corpo de Bombeiros disponibilizou 53 homens e sete viaturas para o evento.

Enredos

Primeira a desfilar, a Sem Compromisso abriu a noite com uma bonita homenagem a Dona Zuzu, conhecida por ser a baiana mais antiga do Carnaval de Manaus – e que inclusive participou da festa em um dos carros alegóricos. Em seguida, a Andanças de Ciganos celebrou a “marvada” cachaça, esquentando o público mesmo debaixo de chuva.

Detentora de 22 títulos e em busca de mais um, a Mocidade Independente de Coroado levou de volta ao Sambódromo um dos sambas-enredo de maior sucesso da festa, 30 anos depois: uma homenagem ao município de Maués, com direito a alegorias de saterés-mawés e guaraná e uma nova versão da música original.

Já A Grande Família levou 26 alas e três carros alegóricos para celebrar as riquezas e belezas naturais da Colômbia. Em seguida, a campeã do ano passado, Reino Unido da Liberdade celebrou o ofício de todos os professores e os desafios da profissão, com os tambores da Bateria Furiosa rufando até o último momento de sua passagem pela avenida.

Em seguida, a escola de samba mais antiga de Manaus, a Vitória Régia levou para o Sambódromo outra história de longa data: a da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM) e sua importância para a garantia da Justiça e dos direitos sociais. Logo depois, “Apurinã, lendas e magias do Purus” se misturaram no desfile cheio de diversidade e exuberância da Unidos do Alvorada.

Encerrando a segunda noite de desfile, a Vila da Barra interpretou seu samba-enredo “O Grito”, com diversos gritos, desde o brado pela Independência do País até gritos pelo fim de preconceito e intolerância.

Apoio

Doze escolas de samba foram contempladas pelo Edital de Chamamento Público Nº 10/2017 da Manauscult, que destina apoio ao Desfile Oficial de Carnaval, e receberam o montante de R$ 857.514,00. Este ano, o repasse foi feito quase dez dias antes do desfile, fato inédito na história do evento.

Foto: Ingrid Anne

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