Base do Governo sofre duas derrotas na Assembleia e oposição avança na Casa

A votação de um Projeto de Resolução apresentado pela Mesa Diretora, acabando com os apartes no pequeno expediente – fase inicial de cada sessão, em que os deputados ocupam um tempo reduzido na tribuna -, mostrou o quanto a base do Governo na Assembleia Legislativa está vulnerável. Em duas votações, os governistas foram derrotados pelo mesmo placar – 11 x 8. Isso mostra que as lideranças estão desgastadas e o governador Amazonino Mendes (PDT) teria enormes dificuldades de aprovar hoje qualquer matéria que exigisse o quorum qualificado – dois terços dos parlamentares.

O Projeto de Resolução não interessava à base porque reduz o tempo do pequeno expediente e permite discussões mais aprofundadas no grande expediente – fase da sessão plenária em que os blocos partidários usam tempo maior para discursos. É comum que governistas tentem evitar ao máximo os debates. Não é um privilégio da Assembleia do Amazonas.

O simbólico da situação foi o placar da votação. A oposição conseguiu quase a metade dos votos dos deputados, o que indica claramente um problema para o Governo. Os deputados Mario Bastos (PSD), Vicente Lopes (PMDB) e Donmarques Mendonça (PSDB), que fazem parte da base, ainda tentaram aprovar pedidos de vista, mas foram derrotados na votação em plenário. Instantes depois o projeto foi aprovado.

O líder e o vice líder do Governo – Dermilson Chagas (PEN) e Mendonça,r respectivamente – têm o trabalho bastante questionado, porque não conseguem agregar mais deputados à base do Governo. Por outro lado, o presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida (PSD), que hoje comanda informalmente a oposição, mantém em torno dele um grupo aguerrido de parlamentes, capaz de ganhar qualquer votação na Casa hoje, como ficou provado nesta votação.

O grupo político do Governo terá que fazer um trabalho forte junto aos parlamentares para tentar recompor a maioria.

Hoje se alinham na oposição, junto com Almeida, os deputados Abdala Fraxe, Francisco Souza (ambos do PTN), Platiny Soares (DEM), José Ricardo, Sinésio Campos (ambos do PT), Luiz Castro (Rede), Alessandra Campelo (PMDB), Serafim Corrêa (PSB), Sabá Reis e Cabo Maciel (ambos do PR).

Na base estão, além de Chagas, Mendonça, Bastos e Lopes, os deputados Wanderley Dallas (PMDB), Doutor Gomes (PSD), Adjuto Afonso (PDT) e Augusto Ferraz (DEM).

Belarmino Lins (PROS), Josué Neto (PSD) e Orlando Cidade (PTN) têm atuado de forma independente, ora pendendo para um lado, ora para o outro.

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