O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) distribuiu fatias de bolo para quem passava hoje na frente da sede do Governo do Estado como forma de chamar atenção para os dois anos de espera por uma resposta para os mais de 100 ofícios pedindo audiência com o governador Wilson Lima (PSC). Um grupo de trabalhadores fez o que chamaram de “descomemoração”, com direito a música de parabéns, bolo, balões, faixas e protesto.
“Gostaríamos de entregar uma fatia para o governador que é nosso principal convidado, mas não sei por que ele não veio para a festa”, ironizou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues.
A categoria decidiu, em assembleia, reivindicar 17% de reajuste salarial, pagamento retroativo das datas-bases 2021, pagamento das progressões por titularidade e tempo de serviço – atrasadas desde 2019 –, reajuste do vale-alimentação e revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Três viaturas da Polícia Militar foram colocadas na frente da sede do Governo para intimidar os manifestantes. “Eu nunca me senti tão segura. E não preciso de armas. Inclusive, tenho uma caneta na minha mão. Essa é a minha arma e se o governador quiser, empresto para ele assinar nossas progressões que estão paradas desde antes da pandemia”, afirmou Ana Cristina.
Em 42 anos de história, é a primeira vez que um governador se nega a dialogar com os trabalhadores da educação. Wilson Lima se reuniu com membros do Sinteam em 2019 após mais de 40 dias de greve mas no mesmo dia se retirou da mesa de negociação. Desde então, não responde os pedidos de audiência feitos pelo sindicato.
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