A comparação da advogada criminalista Catharina Estrella Ballut a uma cadela, feita pelo promotor Walber Nascimento durante sessão do Tribunal do Júri de ontem, está gerando uma onda de solidariedade à profissional, que é considerada a mais brilhante de sua geração. Agora pela manhã os colegas dela, capitaneados pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas, promovem ato de desagravo em frente à sede do Ministério Público do Estado e o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas no Amazonas (Abracrim), Vilson Benayon, afirmou que o representará contra promotor no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“Hoje presenciei pessoalmente uma ofensa sua profissão, e gênero como mulher. A Abracim, tanto regional quanto nacional, acaba de representar no CNMP para que esta mal sirva de exemplo a futuras agressões a advocacia criminal”, revelou o advogado.
A advogada Catharina Estrella foi comparada a uma “cadela” em uma sessão do Tribunal do Júri pelo promotor Walber Luís Nascimento, que inicialmente disse que o contexto da sua fala foi deturpado pela advogada, para em seguida afirmar que se a qualificasse como o animal estaria ofendendo a espécie e não a defensora.
Em coletiva concedida a impressa na tarde desta quarta-feira, 13, Catharina afirmou que as agressões iniciaram ainda na segunda-feira, 11, primeiro dia de julgamento do 3º Tribunal do Juri.
“Nestes dias, o promotor interrompia minha fala. Ele não honrou o cargo que o MP exerce. Então, ele se ofendeu quando passei a não o chamar mais de ‘doutor’, mas de ‘Valber’. (…) Outro ponto é a forma jocosa em que ele dizia que eu procurava socorro da corregedoria do MP, para que alguém venha aqui e assista as agressões. O que ele fez foi uma uma violência institucional.
Em uma conta na rede social, a advogada afirmou que “Fui nesse momento ofendida no 3º Tribunal do Júri comparada a um animal, cadela, pelo promotor de Justiça”. Em seguida, disse que precisava de assistência da Seccional do Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), da OAB Federal, da Comissão da Mulher Advogada e do Grupo Prerrogativas, que conta com a colaboração de juristas, juízes, advogados, professores e pesquisadores de diversas áreas do Direito.
Defesa
Já a Associação Amazonense do Ministério Público (AAMP) divulgou nota de apoio e desagravo ao promotor Walber Nascimento, ao considerar “distorção produzidas pela defesa dos réus durante o julgamento e alega que em momento algum houve a prática das condutas injustamente imputadas a ele”.

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