Dignidade impulsionadora

Na vida real a dignidade  constitui uma qualidade moral de um valor apreciado por todos nós. Afinal, é uma das qualidades impulsionadoras dos direitos fundamentais à sobrevivência humana ( moradia,  educação,  saúde e entre outras).

Vale   relembrar  as palavras de Hipócrates, pai da medicina: “Curar às vezes, tratar muitas vezes, confortar  sempre”. Frase que sintetiza a origem dos cuidados profissionais. Por isso, a medicina deve estar comprometida com a cura das pessoas e nunca com  as doenças, ou seja, cuidado e atenção e conhecimento científico.

É importante a  responsabilidade ética do profissional na prescrição de tratamentos experimentais, até porque atualmente a disseminação de informações, algumas vezes sem  base em evidências científicas, vêm colocando o profissional em posição delicada.  Hoje, o paciente mais consciente passou a questionar a eficácia de remédios e  tratamentos que sem efetiva comprovação têm impactado sua  saúde. Por isso, há necessidade de fiscalização para obediência ao Código de Ética Médica, o que compete ao CLM.

Tratamentos e procedimentos inovadores fazem parte da notável evolução nas ciências biológicas que auxiliadas pelas conquistas  tecnológicas transformaram a relação do  paciente  com a saúde. Assim, sem diálogo o paciente não terá condições e elementos para bem decidir. O direito à informação é garantido pela Constituição Federal, o que demonstra a importância da sua  autonomia que sempre será o gestor de sua vida. Nossa Carta Magna, em seu artigo 1º, inciso III, consagra a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. O consentimento se entrelaça com dois princípios: a autonomia do paciente e a dignidade  da pessoa humana.

Por fim, Sêneca já  declarou: “A vida de qualquer um deve ser aprovada pelos outros; a morte, só por si mesmo”.

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