Cercada de realizações e de folclore, a vida do empresário amazonense Cassiano Cirilo Anunciação, o “Batará”, renderia facilmente um livro. tal a quantidade de histórias e estórias que permeiam os seus 90 anos de vida, completados hoje. Por causa da pandemia, não haverá festa. Apenas alguns familiares estarão reunidos em torno dele em São Paulo, onde realiza exames. Dono do Grupo Diário de Comunicação e de vários outros empreendimentos, ele tem a fama de ser um dos maiores correntistas pessoa física da rede bancária de Manaus
“Batará”, como é conhecido, surgiu para a vida empresarial na década de 60, quando colocou nas ruas os primeiros ônibus para realizar o transporte coletivo em Manaus. Na época os veículos tinham carroceria de madeira, como ele mesmo costuma lembrar. Era o embrião da empresa Ana Cássia, que se tornou grande na década de 70 e foi vendida na virada para os anos 80 a um grupo de fora, a Viama. Foi neste momento que se deu a guinada que o transformou em um dos empresários de maior liquidez no Estado.
A partir dali “Batará” construiu um patrimônio considerável, com muitos imóveis e investimentos como o hotel Ana Cássia, edificado na frente do icônico Hotel Amazonas.
Em 1985, cansado de ser atacado pela imprensa da época, ele decidiu montar o próprio jornal. Foi quando surgiu o Diário do Amazonas, uma parceria dele com os irmãos Dissica e Plínio Valério Thomaz, que haviam deixado a Rede Calderaro de Comunicação um pouco antes. A sociedade durou pouco, mas “Batará” manteve o empreendimento, que funciona até hoje e transformou-se em uma rede que inclui ainda o tablóide Dez Minutos, a TV Diário, rádio Diário FM e o portal D24h.
Curiosas mesmo são as histórias e estórias que cercam o empresário, um self-made-man com pouco estudo e muita astúcia. A mais badalada delas diz respeito a um acidente com um avião da Cruzeiro na década de 60, do qual teria sido um dos poucos – senão o único – sobreviventes. Teria sido a indenização recebida após o episódio a origem da fortuna de “Batará”. Ele jamais negou nem confirmou.
Hoje, ele comanda os empreendimentos por meio dos filhos.
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Este post tem 3 comentários
Batará é um dos últimos participantes da morte ou trucidamento do estudante Delmo Pereira caso famoso de assassinato nos anos 50 em Manaus
A fortuna advinda do desastre do avião virou uma lenda urbana. Acabo de pesquisar sobre o desastre do Constellation da Panair em 1962. E nao foram poucos os que relacionaram o Batará a este acidente. Que não é verdade, pois todos os ocupantes do avião morreram.
Ele foi o único sobrevivente, meu tio avô Werner Wagner, era um dos comandantes e morreu na queda próximo a Belém, este acidente foi em 11 de agosto de 1958, a história está no livro Rastro das Bruxas sobre acidentes aéreos