Psicologia para a vida – É preciso pensar em trabalhar com pessoas

Por Heloísa Helena*

O ritmo acelerado das mudanças que as empresas nos impõem hoje, é de tal forma alucinante que mal elas se dão conta das necessidades e tempo para se preparar para tantas transformações. Por que? Porque simplesmente não há tempo mesmo.

Uma das principais questões que envolvem nossa caminhada pela Terra, pode ser identificada na difícil busca do equilíbrio entre nossa opção individual e nossa porção coletiva: de um lado, o homem diferenciado, individualizado, cheio de aptidões especificas, capacitado e direcionado para dominar e recuar sobre o restante da criação. Do outro lado, o ser dependente, limitado, gregário, incapaz de sobreviver nessa mesma vida, a não ser que se junte com o outro.

Aqueles que ainda acreditam ser possível conseguir resultados de forma isolada, assentados no fortalecimento do sistema de poder pessoal ou na elitização de sua área de trabalho, continuarão a promover encontros, treinamentos e seminários sofisticados, continuarão a gastar seus recursos financeiros com tais treinamentos, fazendo belos discursos sobre a importância do trabalho em equipe, na qual ele e seus gerentes não precisam participar, pois já sabem de tudo.

À parte certos exageros, é possível afirmar que o melhor sistema é aquele que contempla o envolvimento e o compromisso das pessoas na execução dos processos organizacionais incondicionalmente. Qual empresário, gestor ou gerente, não sonharia em ter seus colaboradores dando o melhor de si em busca de cada vez melhores resultados? Pois eu acredito que existam pessoas capazes de dar o melhor de si sem, necessariamente condicionarem sua dedicação a um gordo salario no final do mês.

Pode parecer utopia. Mas não é. Simplesmente é possível trabalhar com envolvimento e compromisso quando equipes desenvolvem elos entre os participantes.

*A autora é psicóloga da Fundação Hospital Alfredo da Matta e mestre em Psicologia Social das Organizações

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