Nejmi quase assume mandato de deputada, antes de ser presa

A ex-primeira-dama do Estado, Nejmi Aziz, deixou hoje a cela da Polícia Federal, depois de cumprir o período de prisão temporária. A preventiva dela não foi solicitada ainda. Pouco antes de ser presa pela primeira vez, no dia 19 de julho, uma articulação política poderia tela colocado no mandato de deputada estadual. É que ela é a primeira suplente de uma coligação que elegeu quatro deputados, um dos quais – João Luiz (PRB) – estava cotadíssimo para assumir a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer do Estado.

A negociação com o governador Wilson Lima visava ampliar a influência política dele. A ideia seria atrair para seu arco de alianças as forças que formam o PRB, principalmente os evangélicos da Assembleia de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus, à qual pertence João Luiz. De quebra a ida dele à Secretaria agradaria dois grandes grupos de comunicação – a Rede Boas Novas e a Record TV. Vale lembrar que a Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer em Manaus é controlada pelo grupo político.

O senador Omar Aziz (PSD), esposo de Nejmi, e os deputados federais Silas Câmara e Capitão Alberto Neto, ambos do PRB, apoiram e incentivaram a negociação, que estava praticamente concluída quando estourou a operação Vertex, desdobramento das “Maus Caminhos”.

O recuo se tornou extremamente necessário porque a posse de Nejmi como deputada poderia ser interpretada como uma iniciativa do governador Wilson Lima para protege-la, proporcionando-lhe o foro privilegiado.

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