Por Ronaldo Derzy Amazonas*
O mundo acordou estarrecido semana passada com o anúncio de que um pesquisador chinês havia promovido modificações genéticas em um par de gêmeos cujo pai portador do vírus do HIV e a mãe sã permitiram-se participar com outros sete casais de uma experiência inédita que consistia em alterar o código genético de embriões humanos tornando esses bebês, após o nascimento, imunes ao HIV.
Esses bebês acabaram de nascer e o pesquisador fez o comunicado ao mundo da sua experiência em um evento científico onde ficou patente uma série de contradições e questionamentos não respondidos pelo desconhecido cientista a uma plateia composta de renomes da ciência e da pesquisa científica de ponta mundial.
A falta de aprovação do experimento por parte de algum comitê científico internacional ou mesmo a ausência de publicação em um periódico indexado para que a pesquisa pudesse ser objeto de análise crítica que possibilitasse não somente um acompanhamento, porém e sobretudo, um crivo sobre o caráter ético acerca da real necessidade de uma experiência dessa natureza, colocam sob suspeita a validade e também a verdade de tão temerária pesquisa.
Sem querer adentrar no mérito apenas do ponto de vista científico mas invadindo a natureza ética que circunscreve a referida pesquisa, permito-me dizer que o chinezinho pode estar produzindo algo fake e vendendo gato por lebre aliás, prática muito comum lá pelas bandas do país de Mao Tsé-Tung, que fabrica cópias perfeitas de eletroeletrônicos, veículos, bebidas, roupas e uma gama de outros produtos falsificados e de preços baixíssimos porque produzidos à custa de mão de obra quase escrava.
A pesquisa além de eticamente reprovável é cientificamente duvidosa posto que seu mentor negou-se a reponder ou submeter seu experimento a uma banca científica internacional para que ao menos se aprofundassem os estudos e análises que levassem a conclusões mais detalhadas acerca dos resultados que possam concluir se efetivamente esses bebês estarão ou não protegidos imunologicamente contra o vírus do HIV ou se tudo não passou de mais uma basófia científica como muitas que existem por aí a enganar os incautos.
Há quem afirme inclusive que essa tentativa irresponsável de manipulação da carga genética humana pode redundar em colateralidades perigosas para o homem tornando-o mais suscetível a outras formas de doenças incuráveis submetendo o gênero humano a uma série nova de doenças e agravos para os quais poderemos ainda não estar preparados para lidar.
É o homem avançando celeremente na sua busca desenfreada e tresloucada para imitar Deus naquilo que Ele não se permitiu dividir com ninguém que é dominar sua criação mais que perfeita que somos nós. Oremos!
Té logo!
*O autor é farmacêutico e empresário
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