Praciano quer disputar o Governo liderando frente de oposição

O ex-deputado Francisco Praciano (PT), cujo nome vinha sendo usado como “coringa” por seu partido nas negociações que precedem a disputa eleitoral deste ano, aventou a possibilidade de disputar o Governo do Estado em uma ampla composição de oposição ao governador Amazonino Mendes (PDT), formada por partidos de Centro e de Esquerda, e obteve boa repercussão junto aos possíveis parceiros, passando a ser cogitado como possibilidade real.

Praciano, que foi vereador em Manaus e deputado federal mais votado nas eleições de 2010, revelou o desejo de unir a esquerda no Amazonas ter ainda os políticos que considera “sérios” no palanque, tais como Serafim Correa (PSB), Luiz Castro (Rede), José Ricardo (PT), Chico Preto (PMN), Vanessa Grazziotin (PC do B),  Marcelo Ramos (PR) e partidos como PSOL e Rede.

Ontem, o ex-prefeito de Manaus e deputado estadual Serafim Corrêa concordou com ele.
“Precisamos somar forças. Na minha leitura, todos aqueles que não fazem parte do governo Amazonino (Mendes) devem conversar. Temos que buscar um caminho por aí”, comentou. “Vejo com bons olhos essa disposição do Praciano. Isso é uma costura que tem que ser feita”, acrescentou.  O parlamentar tem buscado atrair para seu partido novas lideranças, como o deputado David Almeida (ex-PSD), cujo nome não foi citado pelo petista.

O vereador Chico Preto, presidente do PMN, se colocou à disposição do diálogo e das negociações. “Temos em comum a visão de que o Amazonas merece uma nova história”.

Já o ex-deputado Marcelo Ramos, presidente do diretório municipal do PR, sustentou que o petista é o candidato de sua preferência. “Se o Praciano for candidato, mesmo que o PR não caminhe com ele, pedirei autorização do partido para caminhar com ele. É meu candidato a governador”, anunciou. O presidente da sigla no Estado é o deputado Alfredo Nascimento, igualmente não citado pelo petista e atualmente muito próximo do governador Amazonino Mendes.

Praciano e Marcelo Ramos têm uma coisa em comum: aliaram-se ao senador Eduardo Braga (MDB) nas duas últimas eleições estaduais e acabaram rejeitados nas urnas. Em 2014, o petista foi candidato ao Senado na coligação liderada por Braga e perdeu para Omar Aziz (PSD). No ano passado Ramos foi vice de Braga na eleição suplementar, perdendo para Amazonino.

Apenas em uma ocasião as oposições se uniram no Amazonas para combater o grupo governista: em 1998, quando Braga e Serafim criaram o “Reage Amazonas” junto com Marcos Barros (PT), e chegaram perto da vitória – naquele ano acusou-de Amazonino e Gilberto Mestrinho (então candidato ao Senado) de emprenharem urnas no interior para virar sobre os adversários, que venceram a eleição na capital.

RECUPERADO

Praciano chegou a mudar-se para sua terra natal, Itapipoca, dizendo-se desiludido com a política, depois da derrota para o Senado, em 2014. No ano seguinte, sofreu com sérios problemas de saúde, que chegaram a deixá-lo em coma por alguns meses em um hospital em Fortaleza, Ceará.

Em 2016, ainda abatido, declarou apoio a Marcelo Ramos no segundo turno da eleição para prefeito de Manaus, contra Arthur Neto (PSDB). No ano passado, apoiou José Ricardo na tentativa de se eleger governador na eleição suplementar.

Agora completamente recuperado e de volta a Manaus, planeja a volta à disputa política.

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Adailtom

    Gozado este indivíduo a mais ou menos dois anos atrás tava morrendo,não tinha dinheiro nem pra pagar seu tratamento, tiveram que vender feijoada,agora vem este brincante querer concorrer ao governo, faz me rir, ou o povo do Amazonas é esquecido ou é IMBECIL, se votar neste camarada.

  2. EVERALDO FERNANDEZ

    Não entendi o que o Sr Adailtom quis dizer. Será que pra concorrer ao governo é preciso ser rico? Ele quer ricos no governo? Como o Omar, o Eduardo, o Melo, o Amazonino? São esses os homens aptos a governar segundo o Adailtom? Realmente, é melhor ser imbecil do que ser um jenio apoiando essa quadrilha.

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