O que você vê na imagem acima é uma mistura que assaltantes brasileiros estão adicionando ao combustível oferecido nas esquinas – cena comum naquele país – em carros de brasileiros que passam pelas cidades venezuelanas a caminho da ilha caribenha de Margarita, especialmente em Upata, onde está o hotel Andrea, um dos pontos preferidos dos turistas para refeições e pernoite. Militares amazonenses que fizeram o percurso algumas vezes e foram ouvidos hoje pelo blog afirmam: os assaltos sempre aconteceram, mas agora estão mais frequentes por causa da fome que atinge boa parte da população da Venezuela.
Um casal que acabou de chegar a Santa Helena, a primeira cidade venezuelana após a fronteira brasileira, relatou que comprou combustível de um funcionário do hotel Andrea, em Upata, na noite de anteontem. Quando foram tentar sair, pela manhã, o carro não funcionou. “Eles só erraram porque era para dar problema na estrada, mas a mistura afetou o carro antes”, explicam. Quando foram falar com o gerente para reclamar do ocorrido, o funcionário havia sumido. Tiveram que limpar o tanque e botar gasolina comprada no posto para poder chegar até a fronteira no início da noite.
Pessoas que já passaram por Upata dizem que assaltantes ficam no restaurante do hotel Andrea observando os brasileiros. Olheiros são encarregados de avisar os bandidos, quando você chega no restaurante para comer sempre tem dois ou três elementos. “Parei nesse local dia 8 de janeiro. Quando fui jantar vi que estávamos sendo observados. Não saímos mais do quarto e deixei para abastecer em Tumeremo (cidade na entrada da Gran Savana, já mas próxima da fronteira brasileira)”, relata outro amazonense que viajou a Margatira recentemente.
Estas pessoas ouvidas pelo blog relatam que os problemas não ocorrem apenas à noite, nas estradas. Mesmo durante o dia o trânsito é pesado em algumas cidades, obrigando os turistas a reduzirem a marcha, momento em que são abordados por criminosos que se mistruram aos cada vez mais numerosos pedintes que os abordam pedindo comida. “As pessoas estão desesperadas, o que aumenta a possibilidade de assaltos”, diz um militar. “Só tem comida para turista e venezuelano que tem dinheiro. Para você ter uma ideia, um ovo custa R$ 1,50 e um frango assado custa entre R$ 50 e R$ 60. O salário mensal de uma funcionaria de hotel em Margarita não passa de R$ 36”, acrescenta.
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