Por Ronaldo Derzy Amazonas*
No jargão futebolístico saber que seu time preferido foi rebaixado passando a disputar apenas mais uma categoria de acesso ao olimpo é experimentar dor, sofrimento e a quase eterna chacota dos torcedores adversários. Que o digam os vascaínos!
Já, nas relações de cunho econômico-financeiro internacional um país obter uma nota mais baixa que a anterior expedida pelas empresas de classificação de risco, é a decretação e o reconhecimento de que algo não vai bem na gestão econômica ou que o clima político não é favorável pondo em risco os possíveis investimentos por parte de outros países ou investidores estrangeiros interessados sempre em botar suas granas e suas empresas em lugares que dêem lucro com liberdade e sem sobressaltos políticos e econômicos. É a lei máxima do capitalismo!
O Brasil acaba de ser rebaixado por uma dessa empresas classificadoras as quais, geralmente instaladas em potências econômicas mundiais e bem no coração financeiro, costumam seguir um padrão e um mandamento ditado por grandes corporações financeiras igualmente aí sediadas e cujos principais dirigentes e acionistas impõem determinadas condições para a emissão das notas de risco dos países onde podem implantar seus empreendimentos ou despejar suas moedas poderosas.
É fato que nosso país não apresenta duas mais eloquentes condições para se sustentar nem no patamar anterior onde se encontrava e nem para subir nesse ranking, quais sejam: uma economia estável e a maturidade política necessária para que algum investidor até mesmo o interno, esteja seguro de onde vai colocar sua grana, entretanto, há que se reconhecer o esforço da competente equipe comandada pelo Ministro Meireles a qual em menos de dois anos retirou o país do fundo do poço das incertezas econômicas reduzindo os juros, trazendo a inflação para abaixo do centro da meta, expandindo a demanda do consumo, ampliando a produção e o nível de emprego o que reconhecidamente não é pouco.
Por outro lado, a confusão e as disputas no campo político e um governo que não aplica o corte nos gastos, não impõe um controle fiscal, não consegue avançar nas reformas estruturantes e não sai das manchetes das denúncias de corrupção, são o caldo de cultura ideal para que outros países e conglomerados investidores relutem em direcionar para cá suas atenções e suas baterias recheadas de dólares.
Mais uma vez a economia é vítima e refém de uma política egoísta, entreguista e irresponsável expondo nosso país a um risco de mais rebaixamentos o que pode estancar e até inviabilizar de vez o rumo pela estabilidade fiscal e econômica tão aguardadas.
Tranquilo e favorável mesmo, somente no reino do nunca.
Té logo!
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