“Treinador dos Campeões”, Melqui Galvão é banido do Jiu-Jitsu depois de ser preso por assédio sexual contra menores; filho multicampeão lamenta

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) manifestaram profunda indignação diante dos atos atribuídos ao professor de Jiu-Jitsu Melqui Galvao, preso pela Polícia Civil do Amazonas na noite de segunda-feira, 27, após acusações de assédio contra menores de idade. As entidades informaram que ele será banido definitivamente de seus quadros e não poderá mais participar de eventos e atividades promovidas por elas.

“A CBJJ e a IBJJF repudiam comportamentos que violem a integridade e a segurança de praticantes do esporte, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. Enaltecemos os atletas que tiveram a coragem de expor as situações de violência sofridas, permitindo que outras vítimas se sintam encorajadas a denunciar seus algozes. A CBJJ e a IBJJF esclarecem que todos os casos de abuso serão tratados com rigor e reafirma o compromisso de garantir ambientes seguros, éticos e respeitosos em todas suas atividades”, disseram, em nota, as entidades.

O treinador de jiu-jitsu foi investigado por suspeita de de crimes sexuais contra alunas, em Manaus, onde também atua como policial civil.

O acusado se intitula o “Treinador dos Campeões”. Com escolas em Jundiaí, no interior de São Paulo, e em Manaus, o profissional fundou a equipe Melqui Galvão de treinamento de grandes nomes como seu próprio filho, Mica Galvão, campeão mundial mais jovem da modalidade.

Reação do filho

O multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão, de 22 anos, se manifestou nas redes sociais, nesta terça-feira (28), após a prisão do pai. Em uma publicação, o jovem afirmou que vive um momento difícil, destacou a relação com o pai e defendeu que o caso seja apurado com rigor pelas autoridades.

“É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu. “Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”, acrescentou.

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