Eleição para governador tampão na Assembleia está teoricamente empatada; eleito pode acabar sendo o deputado mais idoso. Veja como se distribuem os deputados

A eleição indireta para governador tampão do Amazonas, que deve ocorrer durante a semana na Assembleia Legislativa, não é um jogo de cartas marcadas. A julgar-se pela distribuição dos deputados na Assembleia Legislativa, ela está teoricamente empatada, se os grupos que apoiam Omar Aziz (PSD) e David Almeida (Avante) se unirem. Vale lembrar que os deputados “desobedientes” podem perder a legenda para concorrer à reeleição, o que dá muita importância aos líderes partidários neste jogo.

Veja a distribuição dos deputados por grupo político:

Estão no PSD de Omar os deputados Alessandra Campelo, Mayra Dias, Ednailson Rozenha e Wilker Barreto. A eles se ume Sinésio Campos (PT), que já definiu seu lado. No MDB estão Cristiano Dângelo e Thiago Abrahim, além da Dra Mayara (Republicanos), cujo irmão, Adail Filho, é candidato a deputado federal pelo MDB. São oito deputados neste grupo.

No Avante de David Almeida estão dois deputados, Daniel Almeida e Abdala Fraxe. Se os oito de Omar se unirem a estes dois e mais aos dois deputados do Republicanos – João Luiz e Comandante Dan -, eles formam doze deputados – metade da ALEAM.

Do outro lado estão os deputados do União Brasil – Adjuto Afonso, Wanderley Monteiro, Dr. Gomes, Mário Cesar Filho, Joana Darc, Carlinhos Bessa e George Lins. A eles se soma Felipe Souza (PRD) e os deputados do PL – Delegado Péricles, Cabo Maciel e Débora Menezes, que normalmente se aliam ao Governo. São doze deputados.

A eleição, se terminar empatada, por ser definida pela idade dos candidatos, como prevê a Constituição. Isso já ocorreu uma vez na eleição pata presidente da Assembleia Legislativa foi definido em favor de Manoel do Carmo Chaves, o Maneca, que venceu Lupércio Ramos na década de 90 depois de um empate.

Tudo pode acontecer, portanto.

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Este post tem 2 comentários

  1. Wolnei Cesar

    Parabéns, Saudações Jornalísticas

  2. Adão José Gomed

    Caro Hiel Levy, boa análise.

    Na madrugada de sábado, Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciaram simultaneamente. Roberto Cidade assumiu o interinato. A Aleam tem 30 dias para eleger o novo governador por eleição indireta — com apenas 24 deputados votando.

    Vinte e quatro é número par. Empate em 12 a 12 é matematicamente possível numa casa fraturada. E o Código Eleitoral, art. 110, resolve o impasse pelo critério mais rudimentar possível: vence o candidato mais idoso.

    Você captou com antecedência o que poucos perceberam: a fragilidade de um colégio eleitoral pequeno, par e sem regra interna consolidada pode entregar o governo estadual a quem nasceu antes — não a quem governa melhor.

    Mas em política amazonense, nunca se sabe. A reviravolta de Wilson Lima aconteceu na Páscoa — na véspera do prazo, depois de semanas sinalizando que ficaria. Ninguém apostava nisso. E aconteceu.

    Acordos firmados à noite racham de manhã. Blocos se formam e se desfazem antes do café. O que parece certo hoje pode virar surpresa amanhã.

    Vamos aguardar. No Amazonas, tudo é possível….

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