A Polícia Civil do Amazonas deflagrou hoje a operação “Hígia”, com o intuito de cumprir quatro mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva em nome de servidores públicos e empresários investigados por desvio de materiais hospitalares da rede pública e receptação.
De acordo com Ivo Martins, as investigações começaram há três meses, atendendo solicitação de representantes do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), que recebeu a denúncia da participação de funcionários públicos no desvio de placas de Raio-X, seringas, agulhas, soros, lençóis, medicamentos, luvas e máscaras cirúrgicas de unidades de Serviço de Pronto Atendimento (SPA), do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e Hospital e Pronto-Socorro Doutor João Lúcio Pereira Machado.
Adriano Felix informou que a operação recebeu o nome de Hígia em referência à deusa da Saúde na mitologia grega. Segundo o delegado titular da Derfd, os desvios causaram prejuízos de milhões de reais aos cofres públicos do Estado.
O servidor Antônio Rodrigues Vieira, 56, foi apresentado pela polícia como líder da organização criminosa. Também foram presos Sílvio César de Araújo, que trabalha no Instituto da Mulher, e Sidney Barbosa Silva, do SPA (Serviço de Pronto-Atendimento) da zona sul. Todos em cumprimento a mandados de prisão preventiva por organização criminosa, peculato e furto
Antônio ganha salário de R$ 1,6 mil líquidos e tem dois filhos cursando faculdade particular de odontologia com prestação de R$ 1,4 mil cada. O funcionário também andava em carros de luxo e levava um alto padrão de vida, incompatível com os rendimentos.
O episódio é mais uma prova do total descontrole do Governo José Melo na área de saúde.
Os policiais fizeram diligências nos bairros São Francisco, Praça 14, Centro, Colônia Terra Nova, Cachoeirinha e Cidade Nova. Um médico, que não teve o nome revelado, foi conduzido coercitivamente. Ele é suspeito de comprar remédios roubados da rede pública.
As cinco pessoas conduzidas à unidade policial por condução coercitiva foram indiciados por receptação.
Foto do G1 Amazonas – Débora Azevedo
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