Sob Wilson, Amazonas atinge o pior desempenho da história em notas do Enem: último lugar

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 mostrou que o Amazonas atingiu seu pior desempenho da história, ficando em último lugar, o que é reflexo direto do fracasso do ensino médio sob a gestão do governador Wilson Lima (União). As notas do Índice Nacional do Ensino Básico (IDEB) já tinham puxado para baixo a educação estadual. É um desempenho sofrível, que gera muita preocupação nos especialistas.

Apesar dos investimentos multimilionários na Educação, o Estado tem presenciado a decadência do ensino médio nos últimos anos. O resultado do Enem reflete essa realidade: escolas sucateadas, professores desmotivados e políticas defasadas. Em seus quase sete anos de administração Wilson não anunciou uma só novidades capaz de impulsionar o setor e ainda enfrentou vários protestos e até uma greve.

A ausência de políticas públicas eficazes e de um projeto pedagógico minimamente estruturado transformou o ensino médio em um limbo institucional. O que deveria ser uma etapa de formação sólida virou um campo de abandono.

Os dados do Enem são contundentes: os alunos da rede estadual apresentaram desempenho abaixo da média em todas as áreas — Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza —, ficando em desvantagem brutal frente aos demais estados. Isso compromete o acesso ao ensino superior, ao mercado de trabalho e às oportunidades que definem o futuro de qualquer jovem no século XXI.

“O Enem tem uma importância muito grande na trajetória de vida dos estudantes brasileiros por ele ser a principal porta de entrada para o ensino superior”, diz o ministro de Estado da Educação, Camilo Santana. “Queremos ampliar cada vez mais o acesso ao exame e incentivar que mais estudantes participem da prova. Em comparação com o Enem de 2023, podemos perceber um aumento no número de presentes na prova, redução no número de ausentes e aumento de 400 mil inscrições no Enem 2024.”

Com os resultados do exame, os participantes podem pleitear uma vaga gratuita pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que abre a consulta às vagas na terça-feira, 14 de janeiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior e início das inscrições dia 17 deste mês; tentar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni); ou acessar o ensino superior com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Estudantes de escola pública têm direito a concorrer às vagas ofertadas pela Lei de Cotas: pelo menos metade (50%) das vagas de cada curso das instituições públicas deve ser destinada a candidatos que estudaram na rede pública todo o ensino médio.

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