Samel e Hapvida disputam nas comissões de licitação e na Justiça contas gordas da Prefeitura e da Câmara de Manaus

A Prefeitura de Manaus e a Câmara Municipal lançaram licitações para contratar empresa que atenda seus funcionários com planos de saúde e isso gerou uma guerra, inclusive judicial, entre duas das maiores do setor – a Hapvida e a Samel. Ontem a Justiça suspendeu o certame do Executivo, que terá pela primeira vez uma terceirizada tomando conta do serviço, antes executado diretamente pela Manausmed. Já no Legislativo há uma série de acusações de impugnações ocorrendo.

No caso da Hapvida, a empresa trava outra briga judicial para se manter como plano dos funcionários da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), uma vez que o Executivo havia decido cancelar o contrato com a empresa – objeto de muita reclamação dos servidores – e lançar nova licitação.

Esta semana o juiz Leoney Figlioulo, da 2ª Vara da Fazenda Pública, cancelou a licitação, marcada para a última sexta-feira (12), para contratação do novo plano de saúde da Prefeitura. Políticos de oposição ao prefeito David Almeida (Avante) chegaram a denunciar favorecimentos à Hapvida, mas o que motivou a decisão do magistrado foi a desclassificação da Samel, que apontou uma série de irregularidades no edital.

A disputa na Prefeitura, na Câmara e o impasse no Estado coloca a Hapvida no centro das discussões. A empresa tem sido reiteradamente denunciada por clientes em função de não prestar atendimentos e até ocasionar a morte de pacientes em seus hospitais. Ainda assim consegue amealhar grandes contratos no setor público, o que indica forte influência política a beneficiá-la.

A Samel também exerce influência política, mas tem perdido as guerras que vem travando com a concorrência.

A semana que entra promete fortes emoções nessa disputa.

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