Sobram baixarias e mágoas. Faltam propostas e compromissos

*Por Carlos Santiago

No Amazonas, nesse período da pré-campanha das eleições gerais de 2018, sobram baixarias, acusações, mágoas e meios de comunicações engajados politicamente. Por outro lado, faltam propostas e soluções para resolver os graves problemas econômicos, ecológicos e sociais do Estado.

A legislação eleitoral liberou na pré-campanha, período anterior ao início oficial da campanha, debates de ideias, entrevistas nos meios de comunicação com exposição de propostas, reuniões e encontros partidários para produção de programas de governos e outros. No entanto, os noticiários, as entrevistas dos pré-candidatos e os discursos das tribunas nas Casas Legislativas, demonstram que as ideias e compromissos para resolver os enormes desafios do Amazonas estão em segundo plano ou sequer existem.

Os grupos políticos estão investindo numa guerra de desconstrução de imagens dos seus adversários. As Casas Legislativas tornaram-se meramente espaços para agressões, exposições de mágoas e “firula eleitoral”. Nas entrevistas dos governantes têm sempre palavras lançadas contra opositores. Blogs, sites e até portais de “notícias” alinhados politicamente são usados nesta guerra. Não faltam “memes” agressivos, vídeos acusatórios e fake news. É uma tristeza!

Governantes e opositores esquecem que, em 2015, na grande crise econômica do Brasil, o Estado do Amazonas teve a segunda maior queda do Produto Interno Bruto – PIB e a maior taxa de desemprego do País. As causas foram muitas: falta de planejamento, falta de investimentos em infraestrutura e falta de um modelo de desenvolvimento alternativo ao Polo Industrial de Manaus, dentre outras.

Ademais, o Brasil e o Amazonas passam por uma crise ética na política, com baixos crescimentos econômicos e altas taxas de desempregos que atingem os mais pobres.

Não se constrói nada de positivo com baixarias, com mágoas e “firulas eleitorais”. Na eleição de 2017, parcela significativa do eleitorado do Estado reprovou a todos: situação e oposição.

A saída da crise moral e econômica passa por propostas de governança, de mudança de comportamento da classe política e de compromissos com o coletivo.

*O autor é sociólogo, analista político e advogado.

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