Reformar é preciso

Por Ronaldo Amazonas*
Dias atrás completou-se o prazo para que a recente aprovada Reforma Trabalhista entrasse em vigor depois de votada pelo Congresso Nacional e, ressalte-se por oportuno, que a mesma chega com décadas de atraso visto que a lei outrora em vigor era da década de 1940.

Depois dos necessários e acalorados debates, das audiências públicas nas casas legislativas, das discussões pelas redes sociais onde polêmicas se instalaram contra e a favor e, onde o discurso mais acirrado, tentou ideologizar um tema mais social e econômico do que necessariamente político, finalmente patrões e empregados vêem-se diante da possibilidade de evitarem os recursos judiciais a uma Justiça do Trabalho paquidérmica, lenta e cara para a nação brasileira; podem dar um by pass em entidades sindicais corruptas dominadas pelos partidos de esquerda, fisiológicas e desnecessárias; podem sentar à mesa sem intermediários que mais atrapalham do que ajudam e, finalmente, capital e trabalho podem resolver seus conflitos olho no olho sem essa de deixar que terceiros mais preocupados com seus interesses políticos, sectários e hegemônicos prevaleçam na solução dos conflitos(por ventura existentes) entre patrões e trabalhadores.
Não há economia que resista ou que pense em se consolidar na criação de vagas de trabalho, oportunidades de expansão de demandas, crescimento de consumo, modernização tecnológica, etc. vivendo sob a tutela de uma legislação trabalhista anacrônica e infértil como a nossa. Não há empresário que pense em investir seu capital na criação de empregos quando se depara com exigências legais absurdas que antes de proteger o emprego e os trabalhadores, desestimulam os investimentos e os avanços para o crescimento da base industrial e do consumo, vertentes estas realimentadoras de uma economia que se pretende ser de mercado e não de reserva de direitos que são mais prejudiciais ao próprio trabalhador.
Um passo importante e pequeno foi dado e os necessários aprimoramentos hão de vir buscando a consolidação de uma legislação cada vez menos intervencionista e mais mediadora para que capital e trabalho andem de mãos dadas porque o Brasil precisa andar pra frente sem retrovisores voltados pro atraso e se encontrando lá na frente com os crescimentos social, industrial, com o pleno emprego e com salários dignos e em dias, gerando produção, consumo,  renda e riqueza para o país e sua gente reconhecidamente trabalhadora e ordeira.
Azar para sindicatos e sindicalistas na sua gradecíssima maioria viciados, aproveitadores e longevos à frente de entidades que agora, hão de procurar outro discurso que não o ideológico e o político para continuar se mantendo à frente de suas quase propriedades sindicais e, encontrar os meios persuasivos, que convençam trabalhadores a sustentar essas mesmas entidades de modo expontâneo desta feita sem a imposição do famigerado imposto sindical fonte de corrução, desvios e uso político conveniente.
Té logo!
*O autor é farmacêutico e empresário
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