Zé Ricardo diz que é insustentável a permanência do secretário de Saúde, após operação da Polícia Federal

 Ao repercutir a Operação “Maus Caminhos”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, o deputado estadual José Ricardo (PT) afirmou que é insustentável a permanência do secretário de saúde do Estado e cobrou a presença do gestor para prestar esclarecimentos à Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Ele questionou ainda, a aprovação das prestações de contas do Governo do Estado feita pela maioria dos deputados estaduais dando o aval ao parecer também favorável emitido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

“Sempre votei contra a aprovação dessa gestão marcada por desmandos e retrocessos. Quando se aprovam prestações de contas com ilegalidades gritantes na área da saúde, e o pior, quando se aprovam mesmo que os técnicos do órgão fiscalizador alertem para essas irregularidades esta Casa se torna cúmplice dos desvios milionários como os desmontados nesta operação da PF. A Assembleia Legislativa precisa se posicionar em favor da população que diariamente sofre pelo sucateamento dos hospitais, enquanto que os empresários beneficiados por estes esquemas ostentam um a vida de luxo com dinheiro público”, criticou José Ricardo. Ele foi um dos deputados que assinou na última terça-feira (20) o pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o desvio de recursos públicos da saúde realizado por meio de entidades sociais sem fins lucrativos, proposto pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB).

Em maio de 2016, José Ricardo ingressou com representações no Ministério Público do Estado (MPE) e no Ministério Público Federal (MPF) para denunciar a proposta de “reordenamento” no sistema de saúde proposto pelo governo estadual, que consistia no fechamento de diversas unidades, e a precariedade desta área.

E como presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da ALE, ele realizou Audiência Pública no Parlamento, que discutiu esse reordenamento com várias entidades como Defen­soria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), Conselhos Estadual e Municipal de Saúde, Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Sindicato dos Cirurgiões Dentistas, Cáritas Arquidiocesana. Neste debate, não estiveram presentes nem os secretários Municipal e de Estado da Saúde (Semsa) e (Susam) e nem representantes destas pastas apesar de terem sido convidados. Além de ter participado das manifestações contra o fechamento das unidades de saúde organizadas por moradores de vários bairros de Manaus.

 

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