Wilson visita feira da Eduardo Ribeiro e fala de empreendedorismo

Mesmo atividades empreendedoras consolidadas como a Feira de Artesanato da Avenida Eduardo Ribeiro, – que existe há 18 anos-, ainda carece de infraestrutura adequada para manter a fonte de renda de 380 famílias e atrativos para a população local assim como os turistas que circulam pelo local aos domingos.

“Já tivemos artesãos que se projetaram nacionalmente e até internacionalmente, mas sozinhos. Conseguir passagem com os órgãos públicos para divulgar os elementos da nossa cultura lá fora é uma raridade. A Feira de Artesanato da Eduardo Ribeiro é uma das últimas resistências. Os artesãos da Praça Tenreiro Aranha vieram cá desde que o local foi fechado para a reforma há três anos. O mesmo aconteceu com os artesãos da Central de Artesanato Branco e Silva, que já foi inaugurada três vezes e até hoje não abriu as portas. Absorvemos todos esses empreendedores sem ter condições nem para os que já estavam aqui. Não temos nem banheiros em bom estado e em quantidade suficiente para atender as centenas de pessoas que passam por aqui”, relatou Wigson Azevedo, presidente da Associação da Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas dos Artesãos da Eduardo Ribeiro (Afapa).

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de 2018, o Brasil tem 8 milhões de artesãos, que movimentam, anualmente, cerca de R$ 50 bilhões. O segmento representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB). No Amazonas, apesar do grande potencial, o setor não é tão expressivo.

“Uma das grandes dificuldades para os pequenos empreendedores alavancar seu negócio é o capital, ou melhor, a falta de capital. Na feira, hoje, encontrei uma senhora que produz bolsas numa máquina de costura caseira emprestada. Ela tentou financiamento pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), mas desistiu por causa do excesso de documentos. Uma das primeiras ações do meu governo será a desburocratização. O IBGE apontou, que no último trimestre de 2017, o Amazonas contava com 241 mil pessoas desempregadas. Isso é alarmante. Temos de facilitar o acesso ao crédito para gerar renda. Pessoas que ganham seu próprio sustento se alimentam melhor, adoecem menos e tem menor probabilidade de enveredar pelo mundo do crime. Fomentando o empreendedorismo iremos melhorar, por consequência, os outros indicadores do Estado”, explicou Wilson Lima (PSC), candidato ao Governo do Amazonas.

Wilson Lima, o vice, defensor público Carlos Almeida (PRTB) e o candidato ao Senador Federal, deputado estadual Luiz Castro (REDE), apresentaram na feira as propostas da coligação “Transformação por um novo Amazonas”, mas também ouviram as contribuições para ampliar as ações de governo sugeridas pelo povo.

O músico de rua Robson Zulu declarou voto no 20 com o intuito de ampliar seu projeto cultural. “Desenvolvo sozinho o projeto Música na Passarela. Uma vez na semana, fico numa passarela da cidade tocando para quem passa. Essa iniciativa simples conseguiu impedir um homem de se suicidar. Quando percebi que ele estava com problemas, comecei a tocar melodias que o relaxasse. Foi um dos melhores momentos da minha vida. Espero que neste governo eu tenha a chance de emplacar meu projeto”, falou sorridente.

Para desejar sorte ao candidato, Robson perguntou a música preferida de Wilson Lima e tocou na sequência a balada romântica Careless Whisper, eternizada na voz de George Michael.

“Talentos como o do Robson e tantos outros artistas de rua que perambulam pelo Estado sem apoio serão aproveitados em um programa de governo que contempla a cultura com estimulo para o desenvolvimento das habilidades individuais e fomento para novos projetos de apresentações nos bairros e interior, levando divertimento e lazer a todos os 62 municípios”, destacou Wilson Lima.

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