Vídeos mostram família de Djidja dominada pela droga; carro abandonado é encontrado e ex-namorado diz que apagou tatuagem com o nome da seita

Um laudo preliminar do IML (Instituto Médico-Legal) do Amazonas aponta que Djidja Cardoso, empresária que atuou entre 2016 e 2020 como a personagem sinhazinha do Boi Garantido no Festival Folclórico de Parintins, morreu por overdose de cetamina. Vídeos que continuam vazando mostram a família totalmente dominada pelo vício. A maioria deles foi gravada pela mãe dela, Cleusimar Cardoso Rodrigues, que está presa, e mostram que esta última incentivava os filhos a se drogarem e não tinha a menor noção do quanto eles definhavam.

Por outro lado, o ex-namorado da empresária, o personal Bruno Roberto, revelou que tatuou “Pai, Mãe, Vida”, o nome da seita que eles criaram, mas depois o apagou. Ele prestou depoimento ontem, assim como outra pessoa identificada como Hatus Moraes Silveira, que atuava como personal trainer de Djidja, mas não possui formação em Educação Física nem registro junto ao Conselho Federal de Educação Física (Confef). Ambos admitiram o uso da cetamina por influência da família.

Há fortes indícios que a própria mãe filmou a morte da filha sem socorre-la, conforme mostrado em vídeo vazado no dia da fatalidade.

Ontem também um carro Fiat Uno, pertencente à falecida, foi encontrado no Boulevard Álvaro Maia, abandonado em um estacionamento com várias avarias. A Polícia o recolheu para perícia.

Djidja tinha um edema cerebral ao ser encontrada morta em casa na última terça-feira (28). O documento aponta que Djidja tinha “depressão dos centros cardiorrespiratórios centrais bulbares, congestão e edema cerebral de causa indeterminada”. A condição foi identificada pelos médicos que constataram a morte da empresária.

As motivações da morte ainda estão sendo analisadas pelo IML do Amazonas, que ainda não divulgou os resultados do exame de necropsia.

A Polícia Civil do Amazonas suspeita que a morte de Djidja Cardoso tenha sido provocada por uma overdose de cetamina. Mas a confirmação do uso da droga e sua possível ação na morte da empresária ainda está sob análise.

O uso abusivo da substância está no centro da investigação que resultou na prisão de familiares de Djidja Cardoso. Ao todo, foram presas quatro pessoas suspeitas de participarem de uma seita religiosa que seria responsável por distribuir e incentivar o uso ilegal da droga.

Entre os presos estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, 53, e Ademar Farias Cardoso Neto, 29, que são respectivamente mãe e o irmão de Djidja Cardoso. Responsável pela defesa dos dois, o advogado Vilson Benayon afirmou que vai pedir que mãe e filho passem por exame toxicológico e perícia médica para avaliar a saúde mental.

A investigação da família começou há cerca de 40 dias e apura a existência de uma seita associada a suspeitas de casos de estupro e cárcere privado. Os líderes do grupo, diz a polícia, persuadiam seguidores a acreditar que, ao usarem compulsivamente a cetamina, poderiam alcançar um plano superior.

Durante a operação policial realizada na tarde desta quinta (30), foram apreendidas centenas de seringas, produtos para acesso venoso, agulhas e cetamina. Também foram realizadas buscas em uma clínica veterinária suspeita de fornecer o fármaco de forma ilegal.

Djidja atuou entre 2016 e 2020 como a personagem sinhazinha do Boi Garantido no Festival de Parintins. A apresentação é inspirada em um auto que fala da morte e da ressurreição de um boi que pertence a um fazendeiro rico.

Em respeito ao leitor, o blog não exibirá os vídeos que mostram a decadência da família.

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