Vereador bolsonarista diz que reação a Paulo Guedes é “histeria”

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O vereador Chico Preto (PMN), um dos primeiros a apoiar, no ano passado, a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PSL), disse hoje, em seu discurso na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que o momento não é de ataques pessoais a membros do Governo Federal e que “a histeria em relação à entrevista do ministro da fazenda, Paulo Guedes, à Globonews, não resolve o problema”.

Segundo Chico Preto, em paralelo às negociações para a manutenção dos incentivos da ZFM, é necessário, por exemplo, organizar a infraestrutura do Distrito Industrial – uma vez que as vias não têm pavimentação adequada -, vislumbrar uma matriz econômica alternativa e investir para que a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) forme profissionais capacitados para suprir a demanda da indústria nos próximos 50 anos.

“A Zona Franca não é responsabilidade exclusiva do Governo Federal. Nós sabemos que o Estado e Município têm ações possíveis ao alcance de suas mãos, dentro do escopo de suas responsabilidades, que precisam ser desenvolvidas para que possamos complementar a Zona Franca para os próximos anos. É inconcebível, mas A Zona Franca está com um déficit tecnológico de pelo menos 10 anos”, afirmou.

“É preciso defender a Zona Franca com equilíbrio e sabedoria. Me causa medo ver representantes do Amazonas no Congresso Nacional que apagam fogo com gasolina. A gente precisa descortinar a Zona Franca para a nova equipe econômica que está aí. Mostrar ao Paulo Guedes que suas afirmações foram infelizes, mas fazer isso com argumentos. Não é hora para histeria, é hora de foco e compromisso para que tenhamos nos próximos 40 anos aquilo que tivemos em 50 anos. São 52 anos de Zona Franca e a gente continua não produzindo o peixe que comemos”, completou.

Reforma Tributária

Chico Preto afirmou que é favorável à Reforma Tributária em análise pela equipe econômica do Governo Federal, e que o debate dos empresários e políticos amazonenses tem que girar em torno de como a Zona Franca se encaixará dentro dessa reforma.

“Não temos como ser contra a Reforma Tributária. É impossível ser contra. Precisamos ver como a Zona Franca se encaixa dentro dessa reforma. Nós não temos como brigar com o resto do Brasil para defendermos somente o Amazonas. Existe um projeto de nação e o Amazonas é Brasil. Nós precisamos encaixar de forma inteligente o Amazonas dentro dessa discussão”, finalizou.

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