O poderoso governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anda incomodado com a postura de seu adversário nas prévias que escolherão o candidato do PSDB a presidente da República, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. É que este último, bem ao estilo que o consagrou ao longo da carreira, tem usado frases fortes para se referir ao opositor e a quem o apoia, sacudindo o partido às vésperas da escolha, marcada para março. vai disputar com Artur Virgílio a indicação do PSDB às eleições presidenciais. Claro, vai ganhar. Tem a máquina do partido, e mais capilaridade que o prefeito de Manaus.
“Geraldo é um candidato sem pegada, sem posições definidas. No ritmo em que ele vai, o PSDB ficará fora do segundo turno, com certeza”, já disse Arthur. “Olho para a direção do partido e vejo todo mundo feliz, a caminho da quinta derrota consecutiva. Parece que eles jogam para perder”, disparou em outra ocasião.
Segundo o prefeito de Manaus, Alckmin já teve sua vez, em 2006. “Ele teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. E para provar que não ia privatizar os Correios, ainda se fantasiou de carteiro”, cutucou.
Arthur tem posições igualmente incômoda para o PSDB em temas nevrálgicos: defende a liberação do aborto, a legalização da maconha e o casamento homoafetivo, sem meias palavras. Mas também prega a economia liberal, com e menos intervenção possível do Estado na vida dos cidadãos, o que interessa à legenda.
OS OUTROS
Ao contrário de Alckmin, que se mantém discreto, bem ao estilo “picolé de chuchu” que sempre o caracterizou, Arthur tem ocupado as manchetes da mídia nacional com frases de efeito sobre os adversários do partido. “Já podíamos ter desmontado o (deputado Jair) Bolsonaro (PSL), que é uma figura grotesca, e botado o (ex-presidente Luís Inácio) Lula (PT) no gueto em que ele precisa ficar”, atacou.
Sobre o presidente Michel Temer e seu partido, ele foi enfático: “Eu não me sentiria à vontade com o apoio dele. Acho que não devemos nos aliar ao PMDB, com ou sem P”.
Arthur vai manter a candidatura nas prévias até o final. Já há movimentos de apoio a ele em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A batalha é muito difícil, porque Alckmin controla a máquina partidária – foi escolhido presidente recentemente – e tem os votos do principal colégio eleitoral – São Paulo.
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