Um mercado aberto e carente: Amazonas tem apenas 63 médicos intensivistas, uma especialidade que se mostrou essencial na pandemia

A Medicina Intensiva é uma área com grande potencial de crescimento, no Amazonas. O estado conta com apenas 63 profissionais dessa especialidade, conforme dados do estudo “Demografia Médica no Brasil 2023”, realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda conforme o estudo, a região Norte tem o menor percentual de médicos intensivistas – 3,1%. A maioria está na região Sudeste (54,8%), seguido do Sul (19,1%), Nordeste (14,7%) e Centro-Oeste (8,3%). Outro destaque do estudo é que os médicos intensivistas estão concentrados nas capitais do país (60,9%). O interior fica com 32,5% e as regiões metropolitanas com 6,6%.

Segundo o coordenador nacional do curso de Medicina Intensiva da Afya Educação Médica, Bruno Franco Mazza, após a pandemia houve uma grande valorização no mercado do médico intensivista, demonstrando o potencial de crescimento para a especialidade. “Aqueles médicos que têm interesse no manejo de paciente grave, alterações fisiológicas dos diversos sistemas e na utilização de dispositivos complexos para o suporte orgânico, com certeza se encantarão com a especialidade. Além disso, aqueles que estão em busca de uma primeira ou segunda especialização podem encontrar nessa área uma oportunidade de crescimento de carreira”, ressalta.

Em Manaus, a Afya Educação Médica está com inscrições abertas para o curso de pós-graduação em Medicina Intensiva. Os interessados, disse ele, podem entrar em contato pelo site educacaomedica.afya.com.br ou pelo número (92) 99249-2960.

Segundo o médico, devido à complexidade do trabalho nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a especialidade exige do profissional conhecimentos e habilidades técnicas para atender diferentes condições. “Além disso, é necessário a capacidade para tomar decisões rápidas, uma vez que o quadro clínico do paciente é muito dinâmico, podendo mudar rapidamente. O médico faz parte da equipe multidisciplinar que trabalha na UTI, grupo que é fundamental para os melhores desfechos do paciente”, explica Bruno Mazza.

De acordo com a diretora da Afya Educação Médica em Manaus, Suelen Falcão, durante a pós-graduação, o aluno recebe treinamento adequado para lidar com diferentes situações encontradas nos pacientes internados nas UTIs. Na Afya, o curso é oferecido na modalidade híbrida, com aulas teóricas on-line e as práticas realizadas presencialmente, na unidade, localizada na avenida André Araújo, 2767, Aleixo.

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