Último debate da campanha em Manaus é morno e praticamente sem polêmicas

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Sem Amazonino Mendes (Podemos), que não compareceu aos debates por entender que eles não garantem a segurança para prevenir a Covid-19, e David Almeida (Avante), cuja mãe foi internada com Covid-19 hoje, o último debate da campanha eleitoral em Manaus, realizado agora à noite na TV A Crítica, foi tão morno quanto a corrida como um todo. Confronto mesmo se deu apenas entre os candidatos de direita, Coronel Menezes (Patriota) e o Capitão Alberto Neto (Republicanos), os que mais citam o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A novidade da vez foi a presença do candidato Chico Preto (DC), que não participou dos outros debates nem usou o horário eleitoral, por conta das limitações legais impostas a seu partido, que não tem representação na Câmara dos Deputados. Ele foi o único dos candidatos da direita, aliás, que não atacou os adversários. Dedicou-se a falar de propostas e teve a sacada de sugerir ao telespectador que pesquisasse na internet seu nome associado à palavra “corrupção”, para checar se sua ficha era limpa, após 23 anos de vida pública.

Os outros candidatos repetiram a estratégia dos debates anteriores, com as mesmas propostas e frases de efeito. Romero Reis (Novo) voltou a se apresentar como um “não político”; Marcelo Amil (PC do B) procurou demonstrar amor pela cidade e por suas raízes; Coronel Menezes (Patriota) tentou usar o estilo Bolsonaro, atacando a todos; Alfredo Nascimento (PL) enfatizou sua experiência anterior como prefeito para se dizer capacitado a repetir acertos e corrigir erros; Capitão Alberto Neto (Republicanos) enfatizou sua experiência na área de segurança; Ricardo Nicolau (PSD), que parecia cansado, repetiu a proposta de construir um hospítal municipal em 180 dias e Zé Ricardo (PT) voltou a se posicionar como o único a fazer oposição ao grupo “que está há 30 anos no poder”.

No momento de maior intensidade do debate, o Coronel Menezes acusou Alberto Neto de ter tido a campanha financiada “por um deputado que anda com a Bíblia debaixo do braço e o senador da Maus Caminhos” e o acusou de votar contra, mas usar o fundo eleitoral. Recebeu como resposta a acusação de só ter uma proposta: ser o candidato do Bolsonaro.

O debate foi bem organizado e fluiu sem incidentes.

 

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