U’a mão suja a outra também 

Dias Toffoli, como a maioria dos ministros da corte suprema brasileira, perderam de vez o pudor. Isso antes era coisa de gente que vivia nos rendezvous.

O camarada petista sem corar as bochechas, faz uma viagem internacional particular para assistir uma partida de futebol e leva a tiracolo um segurança brutamontes bancado pelo erário brasileiro e pensa que tudo ficaria em brancas nuvens dado o grau de desleixo com que olha para si mesmo e seus maus feitos.

Mas esse sempre foi o jeito petista e lulista de ser. Essa gente não tem noção de limites morais e de ética.

Pior foi a tentativa de explicação do presidente do STF ao dizer que, mesmo em viagem de férias, os ministros da corte são chamados, participam de votações virtuais e nunca se ausentam das pautas de julgamentos.

Quanto despautério! Quanta dedicação! Quanto desprendimento!

São tantos erros um após outro, que o Toffoli já pode pedir música e sugiro que seja aquela canção do baiano Waldik Soriano “Eu não sou cachorro não”. Sim porque os caninos exercem bem melhor os princípios de lealdade e fidelidade.

Por causa dessa lambança toffoliana, é que os ministros do STF vão expondo a corte ao ridículo dentro do país e diante da mídia internacional.

O Financial Times publicou um editorial onde desanca com o ministro Toffoli afirmando que este tem sido o maior aliado de corruptos e empresas encalacradas com a justiça. 

Toffoli tem atuado com a caneta mais solta que intestino de bebê que comeu mamão depois do leite.

Onde vamos parar com esse tipo de comportamento? Qualquer criança cujos pais são éticos e decentes sabe.

Só quem não vê o perigo rondar, são os ministros supremos que não conseguem enxergar um palmo à frente sobre o mal que estão promovendo expondo a corte ao ridículo e reduzindo a pó a credibilidade externa brasileira.

Posso estar malhando em ferro frio mas não dá para contemporizar com gente afeita a superpoderes e que provocam a cada voto ou decisão adotada, efeitos nocivos sobre a mais alta corte de justiça pátria.

Como disse um ex magistrado e hoje colunista político de um grande periódico brasileiro, Toffoli flerta com o impiechment.

Talvez agora, o presidente do Senado crie vergonha na cara e ponha em pauta a votação de impedimento de apenas um ministro do STF o que colocaria um freio nos demais engraçadinhos.

Acontece que Pacheco tem o rabo preso e jamais terá coragem e hombridade suficientes para pautar o impiechment de um ministro do STF.

Falta-lhe patriotismo e destemor cívico e sobra no presidente do Senado da República  medo e frouxidão.

Basta que apenas um ministro do STF perca o cargo após um processo no Senado para que os demais tenham a exata noção de que não passam de juízes togados e não semideuses.

Enquanto essa coragem não vem, dentro das relações políticas e pessoais na república tupiniquim, u’a mão suja lava a outra. Oremos!

Té logo!