Tributo a Zezinho Corrêa

Mais um amigo que se vai, “Zezinho Corrêa”, vítima da COVID.

Um símbolo de nossa cultura, que eu tive o privilégio de ver e incentivar seus primeiros “passos”, nos eventos que promovíamos pelo DCE da UFAM nos idos dos anos 80.

Dizer que todas as mortes decorrem da incompetência e da irresponsabilidade dos governantes (federal, estadual e municipal) seria leviano, porque a pandemia é um fato real e não foi obra deles.

Mas negar que eles são responsáveis por centenas de mortes pelo fato de que não fizeram praticamente nada para combater essa pandemia e reduzir seus efeitos, não é apenas uma ingenuidade; isso, me desculpem, se assemelha a cumplicidade mórbida com o crime.

E por que o ato é criminoso?

Porque eles negaram a ciência; incentivaram o povo a se aglomerar; tomar remédios sabidamente ineficaz; a não usar máscaras; não providenciaram vacina a tempo; não garantiram leito hospitalar, UTI e nem mesmo o elementar oxigênio.

Amigos, parentes e colegas de trabalho morreram asfixiados e uma parcela que sobreviveu foi graças a solidariedade popular.

Fizemos dezenas de coleta para comprar máscaras, oxigênio, medicamentos, cestas básicas e outros insumos para que pudessem enfrentar essa tragédia.

Meus sentimentos profundo à família e a sua legião de amigos e admiradores.

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